A importância da educação a distância no Brasil
Enviada em 06/05/2020
A partir da segunda metade do século XX a Terceira Revolução Industrial promoveu mudanças radicais na forma como o conhecimento circula e se armazena, de forma que esse não estivesse mais limitado pelo campo material, fomentando novas formas de ensino. Nesse contexto virtual , o Brasil, país de tamanho continental, também deve se inserir, pois se apresenta como solução de questões como deslocamento e rigidez educativa. Tal modernização, vinda do EaD (ensino a distância) , na educação brasileira beneficiará principalmente os jovens interioranos e os trabalhadores.
De fato, o ensino a distância, como beneficente da população interiorana, tem um papel importante no combate à evasão escolar e na inclusão desse grupo no contingente que recebe educação de qualidade. Acerca dessa missão integralista, pode-se citar os planos ocorridos no governo, durante o século XX, de Juscelino Kubitschek por meio de construção em massa de rodovias, que objetivava interligar o Brasil. Apesar desses esforços , atualmente, o povo brasileiro necessita de integrações virtuais em todas as áreas, primordialmente na educação, para erradicar a problemática da centralização de polos educativos. Dessa forma, a população sertaneja estará inclusa, não somente por estradas, mas por conexões virtuais.
Outrossim, é imperioso acentuar que os trabalhadores residentes no Brasil são outro grupo contemplado pelo ensino a distância, uma vez que necessitam de flexibilização não só espacial, mas também horária para aperfeiçoar seu currículo. A partir disso, percebe-se que o EaD é uma ótima alternativa para realização de pós-graduação para essa classe, além de outros complementos profissionais por um preço acessível. De 2016 para 2017 cresceu 17.6% as matrículas nessa modalidade de ensino, de acordo com o ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância) , cenário atrativo para os empregados.
Diante dos fatos supracitados, percebe-se que a manutenção do ensino a distância é fundamental para a democratização do acesso à educação tanto de jovens como as pessoas já ativas financeiramente. Para tanto, é preciso que o Ministério da Educação continue avaliando e criando plataformas que assegurem o ensino virtual, por meio de avaliações dos cursos e financiamentos desses, para que o desempenho educativo e técnico dessas redes conhecimento seja assegurado. Assim, o Brasil estará apto para desfrutar, de fato, da Revolução Tecnológica.