A importância da educação a distância no Brasil
Enviada em 09/09/2020
A agenda da ONU 2030 é um plano de ação global composto por 17 objetivos que visam a prosperidade do mundo, e uma de suas metas é a garantia de uma educação de qualidade. Sendo assim, a importância da educação a distância (EAD) no Brasil é um fator que contribui para os projetos da ONU. Nesse sentido, sua notoriedade não só deriva da democratização do ensino, mas também do aumento de acesso à educação pelas comunidades segregadas.
É fulcral pontuar, primordialmente, que o ensino digital contribui para o amplo acesso populacional. Nesse ótica, segundo a Constituição Federal de 1988, a educação é um direito de todos e dever do Estado. No entanto, muitas vezes, percebe-se no Brasil, que essa lei não é garantida, por razões como a ausência de infraestruturas escolares, livros didáticos e de professores. Por conseguinte, o ensino a distância é extremamente relevante para minimizar os impactos causados pela falta de acesso escolar, uma vez que possibilita a integração das pessoas, por meio de materiais online que não necessitam de estruturas físicas.
Além disso, é imperativo ressaltar sua notoriedade para a participação das comunidades segregadas. Nessa perspectiva, de acordo com Luciano Sathler, na educação EAD, as mensalidades são mais acessíveis e seu acesso pode ser feito de qualquer região. Evidentemente, a população periférica tem maiores oportunidades de ensino, já que os custos são mais baratos e seu acesso é feito de forma remota. Logo, o ensino a distância é de extrema importância para o processo de homogenização educacional.
Portanto, é mister que o Estado intensifique a promoção da educação EAD. Certamente, para que os benefícios do ensino a distância sejam de amplo acesso social, faz-se necessário que o Estado, por meio do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Tecnologia e Inovação, crie propostas que visem democratizar o ensino e aumentar o acesso à educação pelas comunidades segregadas, mediante parcerias público-privadas com escolas particulares que disponibilizem bolsas de ensino EAD à população periférica. Somente assim, poder-se-á aproximar da realidade proposta pela ONU para 2030.