A importância da educação a distância no Brasil
Enviada em 20/11/2020
De acordo com a Constituição Federal do Brasil, é dever do Governo assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade do ensino à distância aos cidadãos brasileiros. Entretanto, o não cumprimento dessa lei se torna evidente, visto que a maioria da população tem um acesso limitado à internet e a falta de organização das instituições de ensino. Torna-se simplório acreditar que o problema da educação à distância no Brasil não vem sendo negligenciado ao longo dos anos.
Em primeiro lugar, é indubitável que a questão da maior parte das pessoas não terem acesso frequente à internet no país e suas aplicações esteja entre os fatores que atenuam o problema de a falta de conhecimento da população não estar “conectada”. Nesse contexto, é importante enfatizar que o Governo não vem levando esse prolema a sério, sendo assim, negligente com a sociedade brasileira, dessarte, induzindo em comportamentos inadequados contra os brasileiros.
Além disso, segundo o filósofo polonês Zygmunt Bauman, “não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa ação frente a elas”, desse modo, faz-se mister, ainda, salientar que o aumento de ciclos negativos repetitivos, ou seja, o imbróglio da falta de organização das instituições de ensino, ao logo dos anos, como impulsionador da falta de sapiência sobre tal ato no corpo social. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, a falta de conhecimento das relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivenciada no século XXI, assim sendo, uma produção fugaz, frágil e maleável como os líquidos. À vista disso, a plataforma digital Brasil de Fato divulgou que cerca de 46 milhões de brasileiros não tem acesso à internet, de acordo com a pesquisa feita pelo TIC Domicílios, em 2019, 74% da população tinha inclusão virtual, o que correspondia a 134 milhões de pessoas e 71% dos lares do país, mas quase da metade dos moradores rurais não tem nenhum tipo de conexão com os computadores ou “smartphones”, ou seja, são cerca de 53% de pessoas sem inclusão.
Destarte, depreende-se essa questão como uma problemática cuja resolução deve ser imediata. Compreende-se, portanto, a necessidade de se combater a falta de preparo da sociedade brasileira sobre esse imbróglio. Dado o exposto, cabe ao Ministério das Comunicações- ramo do Estado responsável pela inclusão digital- inserir, nas escolas, desde a tenra idade, palestras sobre os problemas e as soluções da educação a distância e a falta de acesso à internet, de cunho obrigatório em função de sua necessidade, além de difundir campanhas instrucionais, por meio das mídias de grande alcance, para que aja em busca de uma qualidade de vida melhor. Espera-se, com isso, que o Brasil possa contornar essas crises por meio dessas reações, para garantir a ordem e o progresso.