A importância da educação a distância no Brasil
Enviada em 02/12/2020
Pesquisas do MEC e INEP comprovam que 15% das inscrições para universidades brasileiras são destinadas à EaD (Educação à Distância). Através desses dados, é notável o constante crescimento da EaD no país, permitindo a democratização da educação. Porém, apesar de sua relevância social, ainda existem obstáculos para sua efetividade como método de ensino.
Primordialmente, a educação à distância é positiva para o país, tanto no contexto social como no econômico. Segundo o terceiro artigo da Constituição de 1988, é dever do Estado garantir o acesso aos direitos básicos de cidadania, como a Educação, para todos os cidadãos, independente de sua classe social ou origem. Sob essa ótica, a EaD corrobora para o cumprimento dessa lei, ao passo que permite que o Ensino Superior alcance pessoas que não possuem a localidade e tempo necessários para atender à um curso presencial. Dessa forma, ao se graduarem, esses alunos se tornam mão de obra especializada e adquirem poder de compra, proporcionando maior retorno financeiro ao país.
Paralelamente, o distanciamento social pode afetar o aprendizado do estudante. Segundo a teoria “Habitus”, do sociólogo Pierre Bourdieu, durante o processo de socialização costumes e hábitos são enraizados e passados a diante. Assim, ainda existe uma preferência pelo ensino presencial, por ser o tradicional método de ensino adotado, levando os alunos a acreditar que se não houver interação direta com professores e colegas de classe o aprendizado não se estabelece, acarretando assim, problemas de comprometimento com as atividades do curso, que prejudicam seu desenvolvimento acadêmico.
Portanto, é necessário que mudanças sejam aplicadas. Para tornar a Ead ainda mais confiável e efetiva urge que as universidades, criem salas virtuais onde seus estudantes possam trocar experiências e impressões sobre o curso, além de palestras online, por meio de videoconferências com ex-alunos e especialistas que comprovam sua autenticidade.