A importância da educação a distância no Brasil
Enviada em 21/12/2020
A Constituição brasileira de 1988 garante o acesso ao ensino básico a toda população brasileira de forma igualitária. Embora, por lei, esse direito seja garantido, há uma grande dificuldade da democratização do ensino presencial em escolas e universidades, com isso, a tecnologia gerou a alternativa do ensino educacional à distância, porém há uma dificuldade para implantar essa ferramenta de forma democrática. Nesse sentido, rever a situação social e cultural de quem se aproveita dessa ferramenta é fundamental para avaliar seus efeitos na contemporaneidade.
Em primeiro lugar, é importante avaliar o descaso do governo na falta de investimentos em infraestrutura nas escolas brasileiras e no modelo de ensino. Segundo reportagem da empresa EBC, apenas 5% das escolas públicas brasileiras têm infraestrutura completa prevista por lei para aulas presenciais e estudo com o uso de computadores com acesso a internet. Sob essa ótica, a deficiência educacional se deve a má distribuição de recursos financeiros entre as regiões e um sistema de educação atrasado e defasado que não acompanha as mudanças e o impacto das tecnologias no mundo atual. Além disso, o modelo tradicional de ensino gera desinteresse de boa parte dos jovens que vivem nessa era tecnológica e virtual, na qual, o computador, tablet e os smarthphones tornam-se muito mais atrativos para o estudo do que quadro e giz.
Ademais, é válido destacar, também, benefícios que a educação á distância trás para a população brasileira. Segundo reportagem do jornal A Folha de São Paulo, nos últimos dois anos a procura por cursos educacionais à distância aumentou cerca de 60%. Nesse contexto, o modelo de ensino a distância, tanto no ensino médio, como superior é uma alternativa viável para muitos brasileiros que sonham em ter acesso a uma educação de qualidade sem precisar de locomoção para polos industriais. Além do mais, os cursos à distância contribuem para a diminuição do número de analfabetos, acesso para pessoas que vivem em regiões afastadas e aumento da qualificação de mão de obra do país. Dessa forma, o melhoramento e a estimulo desse tipo de alternativa, aumenta as alternativas de acesso ao estudo, mas também diminui a desigualdade social do país.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Estado deva investir em infraestrutura escolar, tanto a presencial com a melhoria das salas de aula, professores, materiais didáticos, mas também, com o ensino à distância, por meio da disponibilização de aparelhos de Notebook para os alunos de baixa renda que estejam em escolas públicas e universidades públicas, a fim de que haja uma democratização do acesso à educação por todos e, assim, a classe social e a distância não definirão mais quem pode ou não estudar no país.