A importância da educação a distância no Brasil
Enviada em 18/11/2021
Immanuel Kant, filósofo prussiano, concretizou o seu pensamento com base no cenário educacional de ensino e cita “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Sob esse viés, é visto que na sociedade contemporânea, com o advento da tecnologia e a atual pandemia, o sistema de ensino fez-se voltado ao aprendizado a distância possibilitando que os estudantes tivessem maior autonomia quanto ao controle de conteúdos, embora fatores como a ineficácia da democratização tecnológica, no Brasil, estivesse à mercê da sociedade fazendo com que o estudo do indivíduo tenha carência de aprendizado. Dessa forma, é válido analisar os motivos da deficiência digital, que não permitem que o cidadão tenha o total controle sobre os estudos, e também a negligência estatal, a fim de maximizar os recursos didáticos organizados sistematicamente.
Nessa lógica, a educação a distância é importante, pois concretiza as bases de conhecimento e possibilita a autoaprendizagem. Outrossim, observa-se que a problemática esteve voltada à educação democratizante que não agrupou todos os indivíduos, posto que, a elitização e preferência social fez com que os cidadãos desfavorecidos economicamente tivessem empecilho quanto ao modelo a distância. Segundo o Ministério da Educação, o ensino EAD obteve um desenvolvimento avassalador, fazendo com que os cursos longínquos ganhessem uma maior credibilidade, mas é necessário que o sistema seja eficaz para que a coletivização educacional seja garantida.
Correlativamente, é essencial destacar o papel do Estado no exercício da autonomia e dos conhecimentos adquiridos no ambiente escolar. Nesse cenário, é visto que o Ministério da Educação e demais órgãos legislativos operam na qualidade de ensino aplicado. Prova disso é o artigo 205 da Constituição federal que garante o direito e exercício educacional, que embora eficaz na teoria, muitas vezes é inalcançável na prática, afinal, com base no pensamento kantiano, a educação constrói o homem. Portanto, é necessária a flexibilização do ensino digital para compreender toda a população.
Diante do exposto, é necessária a afirmação da aquiescência pela população para que o ensino longínquo seja concretizado. Destarte, os indivíduos, em conjuntura com professores e ONG’s, a fim de estimular o desenvolvimento de autoaprendizado e aumentar o ritmo estudantil frente à educação a distância, deveriam, por meio de dinâmicas e atividades interdisciplinares, envolver alunos e também os pais para que a ansiedade e outros fatores psicológicos sejam mínimos e o fator de interatividade seja alcançado. Além disso, o Governo Federal deveria democratizar o ensino digital oferendo aparelhos tecnológicos para os indivíduos mais carentes, a fim de que todos possam ter a educação básica segura e justa assim como reflete a Carta Magna.