A importância da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no contexto brasileiro atual

Enviada em 04/02/2026

Na edição de 2026 do “Reality Show” brasileiro, Big Brother Brasil, o participante Leandro Boneco demonstrou dificuldade na leitura de placas durante a realização de uma prova dinâmica, mais tarde, Boneco diz sofrer de dislexia e que fora alfabetizado quando adulto por sua esposa e em casa. Longe das câmeras e no atual cenário-cotidiano brasileiro, revela-se a precariedade e questionamentos sobre fatores que impedem a conclusão do ensino básico, resultando, assim, reflexão acerca da importância do papel da educação de jovens e adultos no Brasil contemporâneo. Em razão disso, deve-se discutir o papel do estado como viabilizador legal e setorial escolar diante o contexto etário.

Diante o panorama, é perceptível a fragilidade governamental na viabilização do direito ao estudo para todos. Sob o viés, é iquestionável o não cumprimento da Constituição Federal de 1988 - documento garantidor da educação como direito de todos e dever do estado e da família -, quando parcela da população brasileira não concluiu a educação básica na idade correlata. Esta forma, justifica-se na ineficiência do estado em garantir o suporte educacional adequado as pessoas com distintas idades, acarretando a não valorização de todos que necessitam do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Além disso, é válido destacar que a atuação escolar das intituições que ofertam a EJA criam uma configuração propícia aos entraves do grupo etário. Isso ocorre, pois verifica-se a persistência de uma formação docente ligada aos anos regulares do ensino básico, excluindo, então, a modalidade de um grupo específico, acarretando o sentimento de não pertecimento durante as aulas. Sendo assim, a escola perpetua-se como sendo uma “instituição zumbi”, conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, já que se afasta de seu objetivo principal, isto é, da formação social e adepta a realidade do estudante.

Diante o exposto, é imprescidível a valorização da Educação de Jovens e Adultos no Brasil. Para isso, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), que por conseguinte refletirá nas escolas, possibilite formações continuadas pertinentes a diversidade das modalidades educacionais, afim de que o ensino seja integralizado a realidade etária e social dos estudantes.