A importância da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no contexto brasileiro atual

Enviada em 24/03/2026

A Constituição Federal de 1988 garante por lei, que a educação é um direito de todos os brasileiros. No entanto, percebe-se que nem todas as pessoas têm acesso a educação na juventude, por isso a importância e necessidade de preservar a Educação de jovens e adultos. Nesse viés, é importante destacar a desigualdade social e o desinteresse nos estudos como os principais fatores para esses indivíduos não frequentarem a escola.

Nesse contexto, na malhação “Seu lugar do mundo", que estreiou na Globo em 2015, ela retratava a vida de estudantes que estudavam no Leal Brasil, que é um colégio publico de boa qualidade, e de alunos que frequentavam o Dom Fernão, que é uma escola pública de baixa qualidade. Nessa cenário, é perceptível que essas pessoas se diferenciavam em classes sociais, pois a maioria dos estudantes de classe baixa vão para a escola sem nenhuma perspectiva de se formarem um dia, eles vão por obrigação até quando não precisarem mais ir e poderem arrumar um emprego qualquer para ajudar em casa. Entretanto, na vida adulta, essas pessoas se arrependem de ter saído da escola na juventude, mas não conseguem estudar no EJA (Educação de jovens e adultos) por causa dos compromissos da vida adulta. Desse modo, é necessário uma mudança de atitude.

Em segundo plano, de acordo com a filósofa Simone de Beauvoir “, O mais escandaloso dos escandâlos é que nos habituamos a eles". Sob essa ótica, é compreendido que as pessoas estão acostumadas ao que é apresentado, pois o desinteresse do aluno com a escola é totalmente influenciado pelos indivíduos ao seu redor. Além disso, a maioria dos jovens que demonstram sinais de desinteresse escolar possuem familiares que largaram a escola cedo, são se baixa renda e precisam sair do colégio para trabalhar. Desse modo, é entendido que essa falta de incentivo está ligada a uma série de fatores relacionados ao seu cotidiano.

Portanto, a fim de diminuir a desigualdade de ensino e acabar com o desinteresse escolar, é preciso que o Governo Federal (órgão responsável por representar todos os cidadãos) invista mais na educação pública, por meio de compras de livros, cadeiras, investimentos na infraestrutura dos colégios e contratação de psicólogos especializados para realização de palestras.