A importância da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no contexto brasileiro atual

Enviada em 20/07/2026

Outro dia vi uma notícia que me deixou muito feliz. A reportagem falava de uma senhora que conquistava um diploma universitário aos 77 anos. Essa notícia nos surpreende pois sabemo não ser a realidade da grande maioria de adulto e idosos no Brasil. Uma grande parte da população acima dos dezessete anos não teve acesso a educação básica ou não conseguiu concluir o ensino fundamental ou médio. E isso gera uma série de problemas sociais e econômicos para nossa sociedade, sobretudo a impossibilidade de melhor condição de vida a essas pessoas. De que forma reduzir o número de jovens e adultos sem escolaridade ou sem a concluir as etapas da educação básica? A resposta a essa pergunta envolve diversos atores e ações coordenadas a fim de garantir proporcionar um resultado satisfatório.

Muitos jovens e adultos não concluem as séries fundamentais e básicas da educação em virtude de se dedicarem ao trabalho. A prioridade para essas pessoas é a sobrevivência, e o trabalho ainda que mal remunerado garante o “ganha pão”, então algum tempo atrás ouviasse expressões tipo: “isso não dar dinheiro, trabalho duro é que põe comida na mesa”. É difícil conciliar estudo com jornadas exaustivas de trabalho e ainda mais quando se tem os afazeres domesticos a se somarem as atividades remuneradas, situação típica de muitas mulheres jovens e adultas. Essa situação faz com que muitas não conquistem vagas de emprego com melhor remuneração pois lhes falta qualificação e a formação necessárias para ocupar essa ou aquela vaga de trabalho.

É preciso lembrar ainda que o mundo passa por uma transformação tecnológica. O que exige que as pessoas tenham conhecimentos básicos para poderem acessar e cobrar seus direitos, ainda mais numa época em que os aplicativos e programas são acessados através de aparelhos como celulares e computadores.

É preciso portanto garantir acesso a educação básica a jovens e adultos e permitir que o trabalho não lhes retire o direito a educação. Os governos devem aumentar a rede (escolas, institutos, etc) de oferta do EJA (Educação de Jovens e Adultos). E as empresas podem flexibilizar a jornada de trabalho, permitindo que seus colaboradores tenham acesso a educação.