A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 08/10/2019

No início da civilização, o comércio era a base do escambo, ou seja, na troca de mercadorias. Hodiernamente, as formas de se comercializar mudaram muito, surgindo o dinheiro, e como consequência a necessidade de uma educação financeira na vida do cidadão. Nesse sentido, uma educação financeira não só ajuda na economia do país, como também proporciona uma melhor qualidade de vida ao ser humano.

É indubitável que a educação financeira do cidadão é de suma importância para a economia do país. De acordo com o Serviço de Proteção de Crédito (SPC Brasil), 62 milhões de brasileiros estão inadimplentes. Com base nisso, é possível afirmar que a quantidade exorbitante de pessoas negativadas no mercado é uma consequência da falta de informação sobre economia, visto que esse número aumenta gradativamente. Desse modo, é importante uma educação financeira para a economia do país, visto que, com uma baixa taxa de pessoas inadimplentes fica mais fácil para o mercado de fora investir no Brasil.

Outrossim, é evidente que ao proporcionar conhecimento sobre finanças população, o Estado contribui com futuro da nação. Nesse contexto, Segundo Aristóteles no seu livro Ética a Nicômaco, a política serve para garantir a felicidade do cidadão. Por esse ângulo, acredita-se que o Estado, desde sempre, tem o dever de alertar a população sobre assuntos, muitas vezes considerados tabu, os quais serão de muita utilidade no futuro. Além disso, quando o Governo antecipa na falta de conhecimento, futuramente, muitas gerações deixam de passar por situações caóticas e frustrantes como a crise de 1929 que assolou os EUA.

Fica claro, assim, que a importância da educação financeira se inicia pela proteção da economia do país e se estende a preocupação do futuro do cidadão. Diante disso, urge que o MEC introduza no currículo escolar aulas sobre economia e educação financeira, que poderão iniciar com crianças desde a tênue idade com aulas lúdicas ministradas por docentes capacitados. Como efeito social, espera-se que ao longo dos anos a sociedade comece a adotar hábitos de consumo mais conscientes e que a filosofia de Aristóteles seja concretizada.