A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 18/10/2019

O filme nacional “Até que a Sorte nos Separe” tematiza os gastos exagerados de um recém milionário, que frente à má administração de sua fortuna, encontra-se pobre novamente em um curto espaço de tempo. Fora da ficção, entretanto, não é complexo associar a figura do personagem principal ao perfil brasileiro, uma vez que este, é condicionado à falta de planejamento financeiro. Desse modo, tal ausência fundamenta-se nas irrisórias medidas educacionais de organização econômica, que somadas à negligência de tal pesquisa, pressupõem a necessidade de sua implementação na vida do cidadão.

Em primeiro plano, há de se analisar que a educação brasileira possui protagonismo no potencial enraizamento do planejamento financeiro. No entanto, fadada ao modelo arcaico de ensino, as escolas encontram-se, ainda, limitadas às disciplinas de cunho intelectual, e ausentam-se da responsabilidade na formação cidadã dos alunos. Nesse sentido, é possível associar a ótica do filósofo Voltaire diante da problemática verde e amarela, já que, segundo sua teoria, a ausência educativa propulsiona a dissipação capital e perdas irreparáveis à sociedade. A saber, o pensamento voltairiano difunde uma prerrogativa certeira: enquanto a falibilidade do setor escolar for regra no Brasil, a demanda do amadurecimento financial será exceção para os indivíduos.

De outra parte, cabe ressaltar que a banalização acerca da importância do estudo econômico básico, conjectura-se um obstáculo para a total inserção deste na consciência da população brasileira. Isso porque, o domínio de práticas financeiras é considerado, ainda, de difícil acesso, sendo, sobretudo, mais facilmente engajado pela classe média alta. Nesse âmbito, a falta de incentivo coíbe tal desconstrução, e exerce um papel análogo à Lei da Inércia do físico Isaac Newton, em que infere-se a necessidade de uma força atuante, para que o cenário de equilíbrio seja modificado. Dessa maneira, é inerente concatenar a necessidade de políticas voltadas ao estímulo da educação financeira a território nacional, a fim de liquidar os descréditos vigentes nas poupanças nacionais.

É, portanto, mister fomentar a importância da educação financeira no cotidiano do cidadão brasileiro. Para tanto, cabe ao MEC, em parceria com o SFN (Sistema Financeiro Nacional), reformular a Base Nacional Comum Curricular, implementando disciplinas coligadas ao empreendedorismo, como palestras de profissionais, e iniciação de cálculos básicos, a exemplo de contas residenciais; de modo a impelir, desde a infância, o senso econômico. Além disso, a mídia exerce importante papel no incentivo à procura de gerenciamento pessoal e segurança de capital. Com isso, é dever desta, promover, coligada aos bancos privados e federais, a importância de tais práticas, por meio de anúncios televisivos e publicidades cibernéticas. Assim, será possível gozar de uma plena maturidade financeira.