A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 04/10/2019

No conto “O empréstimo”, escrito por Machado de Assis, Custódio é um homem que está sempre envolvido em investimentos que não dão certo, ao encontrar um novo negócio, no qual poderia se tornar sócio, vai até um tabelião para realizar um empréstimo, entretanto, esse sabendo da falta de dinheiro que Custódio possuía consegue o enrolar e lhe nega o empréstimo. Analogamente a ficção, essa é a realidade de muitos brasileiros, que por falta de uma consciência financeira que deve ser incentivada desde a infância, não conseguem manter suas contas e acabam se tornando inadimplentes e impossibilitados de investirem.

A priori, é importante ressaltar que no Brasil, de acordo com a empresa de análise de crédito Serasa, 40,3% da população adulta possuí dividas, esse dado comprova que quase metade da população brasileira não detém uma base sólida de educação financeira. Haja vista que a sociedade é movida pelo capitalismo, torna-se uma tarefa árdua resistir as tendências de consumo excessivo incentivadas pelas mídias atuais. Ademais, a facilidade de crédito disponibilizadas por muitos bancos acabam servindo como armadilha para indivíduos que se deixam levar pelos encantos do consumo compulsivo. Consequentemente, cidadãos endividados representam perdas ao país já que, caso fossem educados financeiramente, poderiam estar investindo em negócios rentáveis.

Outrossim, essa problemática se inicia na infância, onde as ideias e convicções ainda estão sendo formadas. Durante essa fase, onde se aprende a contar, onde nasce o desejo pelo consumo, é indispensável que haja apoio tanto dos pais quanto da escola para guiar a criança para a consciência financeira. A publicidade infantil é um grande inimigo paras os mais novos, já que instaura desde cedo o desejo consumista, mas essa mazela pode ser mitigada pela educação financeira. Tal conhecimento, pode ser gerado pelo incetivo a alguns atos de economia que se iniciam ainda nessa faixa etária, garantido assim a segurança financeira desse futuro adulto.

Portanto, para aflorar a educação financeira desde cedo são necessárias algumas medidas. A escola deve abordar as finanças como área humana e não somente exata, ao realizar atividades multidisciplinares que envolvam compras e empreendimentos é possível mostrar o resultado das ações individuais nas finanças, afinal não basta ensinar como somar, é preciso mostrar como lidar com o resultado dessa soma. Além disso, o ambiente familiar é um grande influenciador na educação financeira, é importante ensinar os infantes a administrar o dinheiro desde cedo, ao definir mesadas para compra de lanches ou a utilização do cofrinho para poupar o dinheiro necessário para algum brinquedo desejado. Assim é possível garantir um brasil mais economicamente consciente no futuro.