A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 04/10/2019
No livro “Angústia”, de Graciliano Ramos, é narrada a história de Luís da Silva, um funcionário público e noivo de Marina. Inseridos em uma sociedade materialista, do século XX, com intuito de agradar a noiva, Luís se aprofunda em dívidas, aluguéis atrasados e empréstimos, que são gastos com bens superficiais e fúteis. Fora da ficção, essa é indubitavelmente, a realidade de muitos brasileiros, que tomados pelo impulsos do ter, demostram a falta de organização com suas economias. Dessa forma, é mister, considerar a importância da educação financeira na vida dos cidadãos.
Precipuamente, é fulcral, que a maioria dos brasileiros não apresentam um gerenciamento adequado de suas finanças. De acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, 62,6 milhões dos cidadãos cessaram 2018 com o nome sujo. Diante disso, é necessário compreender a importância da educação financeira. Pois, é necessário administrar a renda com bens necessários, ou seja, a ação contrária a da personagem Marina. Ademais, visto a influência do ter na sociedade do século XXI, dentro da educação financeira deve-se inserir a educação consciente de compra, principalmente diante das crescentes publicidades que estamos submetidos e que influenciam nas nossas vidas.
Por conseguinte, segundo o filósofo moderno Immanuel Kant, em sua obra “O que é esclarecimento?” debate-se a necessidade dos indivíduos não se acomodem e saíam em busca do saber, tornando-se, portanto, indivíduos com maioridade intelectual. Contudo, mesmo que a independência educacional seja indubitável, é necessário que as escolas orientem os alunos nesse processo, pois, trata-se de uma ciência exata complexa, assim, através de atividades didáticas e condizentes a base curricular do aluno, pode-se aprender sobre gerenciamento financeiro.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para reverter a situação de gerenciamento financeiro dos brasileiros. Dessarte, com o intuito de mitigar o impasse, através do Ministério da Educação, com fundos destinados a educação, é necessário inserir na Base Nacional Comum Curricular a educação financeira, com aulas tanto referente a gerenciamento da renda, como também ensinar sobre os mecanismos utilizados pela mídia para influenciar o consumidor à comprar produtos desnecessários e concomitantemente atenuar ações como a de Marina. Somado ao supracitado, para os cidadãos que já finalizaram o educandário, por intermédio de ações midiáticas, o Estado deve realizar campanhas de orientação financeira e gasto consciente. Desse modo, os cidadãos vão apresentar uma maioridade no futuro, em analogia ao pensamento de Kant, e assim não se endividarem como Luís da Silva.