A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 04/10/2019

Segundo o Existencialismo, doutrina filosófica surgida na França, no século XX, a liberdade de escolha é refletida nas condições de existência do ser. Portanto, cabe ao homem ser responsável por suas atitudes. Porém, no Brasil, em pleno século XXI, isso não passa de uma teoria, visto que a questão da educação financeira ainda está em debate - o que explicita a ausência de Políticas Públicas para a manutenção do bem-estar social.

No Brasil, indubitavelmente, existe medida do governo para proporcionar aos cidadãos a conquista de uma sociedade digna. Pode-se mencionar, por exemplo, o Serviço de Proteção ao Crédito -SPC-, cujo objetivo é contribuir para o desenvolvimento do mercado de consumo e a prestação de informações sobre adimplência e inadimplência aos lojistas e instituições fornecedoras de créditos em geral. Isso, de certa forma, demonstra que o Estado já intenta contemplar as ideais do Existencialismo.

Contudo, medida pontual como essa não é capaz de atenuar, verdadeiramente, os altos índices de consumo no Brasil, pois, devido à falta de informação sobre finanças- que além de possibilitar consequências físicas e psicológicas, pode comprometer planos futuros-, o que se observa na maioria das camadas sociais da nação, são níveis alarmantes de compras sem necessidade e a escassez planejamento, motivados, principalmente pelas influências da mídia. Percebe-se, pois, as consequências da fragilidade da educação oferecida a maior parte da sociedade, que não prepara os indivíduos para exercerem, de fato, a sua cidadania. A verdade é que, os desafios da educação financeira no Brasil não serão atenuados, enquanto o Estado não pautar a educação na responsabilidade de forma que contribua para o convívio em sociedade, afinal “O homem é condenado a ser livre, porque depois de atirado neste mundo, torna-se responsável por tudo que faz”, diz o filósofo francês existencialista Jean-Paul Sartre.

Depreende-se, pois, que há a necessidade de investimentos no Ensino Básico - o que já é assegurado pela Lei de Diretrizes e Bases, n° 9.394/96. Para tanto, é plausível que o Estado por meio do Ministério da Educação não só contemple os componentes curriculares de Formação Cidadã e Educação Financeira, mas também -em parceria com as escolas- desenvolva em comunidades, palestras e campanhas publicitárias, a fim de trabalhar temas sobre os hábitos de consumo e suas consequências, com a finalidade de não apenas conscientizar, além de instruir e moralizar, e, por consequência atenuar os problemas das finanças no Brasil. Se assim for feito, a maior parcela da nação desfrutará dos princípios existencialistas.