A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 05/10/2019
Segundo o SPC-Serviço de proteção ao crédito- 62,6 milhões de brasileiros finalizaram o ano 2018 em seu cadastro de devedores.Nesse viés, tal cenário demonstra que o há, no país, um déficit na formação da educação financeira devido a fatores educacionais e sociais. Por isso, são necessárias medidas prementes de solução.
De início, cabe pontuar, como a formação deficiente dos alunos no país corrobora para a problemática. Nesse contexto, segundo o educador brasileira Paulo Freire, o país preconiza uma “educação bancária”, na qual o professor “deposita” conhecimentos no aulo, priorizando as disciplinas tradicionais, em detrimento de uma formação consciente dos estudantes. Sob tal ótica, essa formação conteudista, em que há uma carência de matérias que tratem de temas financeiros, negligência o poder de influência da escola no desenvolvimento do aluno, fazendo, em muitos casos, com que este tenha dificuldades em administrar seu dinheiro. Por conseguinte, esse déficit na formação econômica do sujeito contribui para uma alienação deste, o qual se torna vítima, mais facilmente, de práticas políticas corruptas no âmbito financeiro.
Além disso, é importante pontuar como o sistema econômico vigente é responsável por agravar o dilema em questão. Nesse cenário, segundo o filósofo Byung Chul-Han, em sua obra “Sociedade do cansaço”, a sociedade atual é marcada pelo alto desempenho, em que há uma busca exacerbada por produtividade, muitas vezes, inalcançável. Dentro desse perspectiva,os indivíduos inseridos em tal lógica não dispõe de tempo para realizar estudos financeiros, o que é agravado devido ao incentivo ao consumismo proposto pelo modelo capitalista. Consequentemente, aumenta-se o número de endividados no país, o que é danoso para economia, já que essa parcela da população é impedida de consumir.
Fica clara, pois, a urgência em coibir essa preocupante realidade. Para isso, cabe ao Governo, na figura do Ministério da Educação, a promoção, nas escolas, a implementação da disciplina de educação financeiro, por intermédio da contratação de professores formados nessa área, como administradores de empresa e contadores, a fim de ampliar os conhecimentos dos brasileiros, desde a formação, no âmbito econômico. Outrossim, para uma maior efetividade da medida, tais aulas devem produzir conteúdos que sejam disseminados na sociedade, a exemplo de cartilhas que demonstrem os problemas que podem ser ocasionados pelo regime capitalista caso as pessoas não possuam conhecimentos financeiro. Com essas medidas, o número de endividados cadastrados no SPC será, gradativamente, mitigado no país.