A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 07/10/2019

Durante a República da Espada, estourou uma bolha de crédito econômica chamada de crise do encilhamento, na qual desencadeou uma crise financeira institucional. Nesse contexto, percebe-se que tal dívida externa é reflexo da deficiência de uma educação financeira no país. Por isso, torna-se necessário analisar o debate acerca da importância dessa instrução econômica na vida do cidadão na contemporaneidade.

Em primeira análise, é fundamental destacar que desde o inicio do século XXI, o Brasil teve um considerável crescimento na economia. Nesse sentido, o fortalecimento econômico ocasionou transformações nos hábitos e padrões de vida da sociedade, tendo em vista, uma população cada vez mais adepta ao consumo em decorrência do fácil acesso ao crédito. Logo, esse cenário econômico colaborou para evidenciar a dificuldade da população em controlar seu próprio orçamento, segundo uma pesquisa divulgada pelo SPC - Serviço de Proteção ao Crédito - mais de 80% dos consumidores faz compras sem planejamento, ou seja, compram por impulso e sem gerenciamento dos gastos, dados alarmantes que refletem os maus hábitos financeiros.

Além disso, é válido pontuar as consequências ocasionadas pela insuficiência da educação financeira. De acordo com uma pesquisa publicada no G1 em junho de 2019, o número de inadimplentes bateu record com 63 milhões de pessoas com dívidas atrasadas, dessa forma, nota-se que os brasileiros que não possuem educação financeira não tem controle sobre suas finanças, comprando muitas vezes mais do que podem pagar, tendo, neste caso, que recorrer a empréstimos com altos juros, e ainda assim, muitos não conseguem quitar as dívidas e nem pagar o empréstimo , terminando na lista de inadimplentes e sem crédito.

É possível defender, portanto, a suma importância da implantação da educação financeira na vida dos cidadãos. Desse modo, a família como base primordial na formação do indivíduo, deve iniciar a realização dessa instrução em casa, ensinando as crianças e jovens a economizar e usar o dinheiro de forma adequada. Por meio da participação deles na vida financeira, levando-os ao supermercados para que possam acompanhar os preços, pedir ajuda na hora de calcular o valor a pagar nos boletos e estimular a poupar dinheiro nos cofrinhos, a fim de que no futuro possam ser consumidores informados e responsáveis. Espera-se com isso, tornar a sociedade brasileira consumidores conscientes que consigam gerir melhor suas finanças, para que possam evitar dívidas externas como aconteceu na crise do encilhamento.