A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 07/10/2019
No filme “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”, é retratado a história da personagem Becky Bloom, uma garota com uma compulsão por compras, a obra exibe o quanto a falta de planejamento financeiro e os gastos extras podem levar alguém à falência rapidamente. Não distante da ficção, nos dias atuais é comum encontrar pessoas nessa condição, tendo em vista que, no Brasil, a educação financeira não acontece e a escola, e a família negligencia essa prática para com os jovens. Essa realidade precisa ser alterada, pois, a juventude logo estará inserida numa sociedade capitalista, logo a educação financeira necessita ser uma prática constante.
Em primeiro plano, evidencia-se a omissão da escola como fator determinante para a persistência da problemática, já que ainda não foi homologado essa temática na BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Acerca disso, é pertinente trazer o discurso da Alessandra Camargo, coordenadora da inclusão do tema no currículo de Tocantins, “Esse programa dissemina o tema em sala de aula para formar progressivamente cidadãos conscientes e atuantes em sua vida financeira desde as primeiras fases escolares”. Destarte, evidencia-se a importância desse projeto para o corpo social, sendo assim, é indubitável que medidas sejam tomadas com intuito de legitimar a educação financeira nas escolas.
Ademais, convém ressaltar que o tabu por parte das famílias é mais uma das causas para a permanência dessa questão. Em vista disso, é relevante trazer a perspectiva da Educadora financeira, Lúcia Stradiotti, “A maneira que os pais e educadores lidam com dinheiro vai influenciar diretamente no futuro financeiro da criança porque ela aprende muito mais pelo exemplo do que pela teoria”. Diante disso, caso essa instituição não instrua os jovens, de modo interdisciplinar com o currículo escolar, futuramente o Brasil terá adultos endividados e irresponsáveis em relação as primeiras finanças. É inadiável, dessa forma, a necessidade de serem tomadas medidas para resolver o impasse.
Dessarte, para que o revés seja atenuado no território brasileiro impende que providências sejam executadas. Em suma, cabe ao Governo, em parceria com o Ministério da Educação, custear projetos de ensino financeiro nas escolas, por meio de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas, entrevistas em jornais e debates entre professores, pais e especialistas em economia. Nesse sentido, o intuito de tais ações são mostrar a importância de desenvolver um planejamento econômico e orientar como construir uma educação financeira eficiente no ambiente familiar, além de instruir os jovens a saberem lidar com o dinheiro de forma consciente e segura, assim assegurando uma vida sem grandes impactos. Somente, assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel O Pensador, “Na mudança do presente a gente molda o futuro”.