A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 07/10/2019
Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor Inglês Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a falta de estratégica financeira dos brasileiros apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da alienação da população, quanto da educação financeira escassa. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Em princípio, vale ressaltar a alienação da população como impulsionador do problema. De acordo com as estimativas do Serviço de Proteção ao Crédito e da Confederação Nacional de Dirigentes Logistas, 41 % da população adulta do Brasil terminaram 2018 com alguma conta atrasada e com o CPF negativo. Diante do exposto, é evidente que grande parte dos brasileiros ainda não conseguem gastar de forma consciente e organizada, tornando-se alienados de sua realidade econômica, haja vista que os indivíduos acabam gastando excessivamente e perdendo o controle da situação, dessa forma, a sociedade acaba vivendo a realidade das sombras assim como na alegoria do mito da caverna, do livro Republica de Platão.
Faz-se mister, ainda, salientar a educação financeira escassa como promotora do problema. Segundo o filósofo prussiano, Immanuel Kant, ’’ é no problema da educação que se assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade’’. Sob tal ótica, conclui-se que a falta de preparação das pessoas para lidar os empréstimos, créditos e deixar suas contas em dia, é recorrente da falta de educação e faz com com a problemática persista. Desse modo, em 2010, o governo federal implementou a Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef), uma política pública para fomentar o ensino de educação financeira. Ao analisar um projeto-piloto em escolas brasileiras, o Banco Mundial constatou que os alunos tinham se tornado mais conscientes em relação às próprias finanças. Sendo assim, é indubitável a importância de educar a sociedade para mudar a realidade atual em que o país se encontra.
Portanto, medidas são necessárias para que haja o funcionamento pleno da sociedade. Logo, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em curso gratuito de educação financeira realizado em escolas públicas, ministrados por profissionais sobre o assunto, a fim de que a população possa ter acesso ao conhecimento e aprendam a gerenciar suas financias. Outrossim, a educação financeira deve ser inclusa na grade escolar dos colégios, para que os jovens desde cedo já estejam preparados para lidar com sua vida economia de forma consciente.