A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 25/10/2019

O sociólogo Durkheim postulou o termo “anomia social” para se referir ao estado de caos na sociedade, o qual se aplica à questão da educação financeira do cidadão no Brasil. Nesse sentido, é notória que a defasagem desse ensino reverbera numa sociedade consumista. Ademais, vale ressaltar que a racionalização financeira é positiva para a economia do país. Por isso, é de suma importância que haja medidas para reverter essa situação.

Nesse contexto de finanças, cabe salientar a crise mundial de 2009, em que o Brasil não foi fortemente atingido, dessa forma, houve consumo exacerbado por parte dos brasileiros. Fato que, não raro, refletiu na má gesto dos cidadãos durante a crise interna no ano de 2014, na qual indivíduos insentos de discernimento financeiro corroboraram para uma sociedade que consome de forma irracional, como exibe dados do Portal G1, sobre o Brasil ser o país que mais consome na América Latina. Assim sendo, visar maneiras de superar essas situações capitais adversas auxilia a lidar com os momentos de crise.

Ainda nesse viés monetário, é possível citar o filósofo Adam Smith, que em sua obra “A Riqueza das Nações”, afirma que a função dessa é promover o progresso do povo. Desse modo, é fundamental tornar o cidadão protagonista da sua vida financeira, sendo as instituições de ensino primordiais para a mudança desse comportamento social, a exemplo do SEBRAE, que estimula e auxilia microempreendedores na criação e manutenção de seus negócios. Consequentemente, atua no equilíbrio econômico ao tornar os seres mais ativos no mercado e possíveis geradores de emprego. Assim, além de promover uma maior independência social de programas assistencialistas, como bolsa família, surge como alternativa para enfrentar momentos de colapso financeiro. Dessa maneira, é imprescindível que haja educação financeira desde o ensino básico.

Portanto, faz-se necessário que o Estado atue por meio do Ministério da Educação (MEC), ao promover palestras e discussões com especialistas na área, em locais públicos e em mídia, a fim de explanar a relevância da racionalização econômica em qualquer momento. Somado a isso, o MEC deve por intermédio da Lei das Diretrizes e Bases Curricular incrementar a disciplina de educação financeira nas instituições de ensino como escolas e universidades. Em adição, o SEBRAE precisa viabilizar de forma mais eficiente a incorporação de novos indivíduos ao auxilio das consultorias empreendedoras, com propagandas que os estimulem a conhecer os serviços. Além do ministério da economia agilizar empréstimos com juros mais baixos e maior tempo de carência a esses seres. Com isso, paulatinamente, conseguir-se-á promover a educação financeira na vida do cidadão.