A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 26/10/2019
No início do século XX, o governo estadunidense, promoveu crédito à população, que estava eufórica com o aumento da renda, devido ao crescimento dos Estados Unidos da América entre 1918 e 1928. No entanto, a população não estava preparada para a recessão econômica que aconteceria em outubro de 1929, fenômeno que ficou conhecido como Grande Depressão. Nesse viés, a falta de planejamento financeiro vivido durante a crise de 29, é a realidade dos brasileiros, devido a falta de educação financeira desde a infância.
Em primeira instância, a educação financeira é dificultada por falta de incentivo do Estado que prioriza seus interesses e põe em segundo plano a pauta educacional. Sob a ótica sociológica, Zygmunt Bauman, reflete acerca do mundo neoliberal, o qual, tem como objetivo atender as satisfações do mercado e as relações de poder. Ainda de acordo com o sociólogo, a fluidez encontra-se nos aspectos de consumo, visto que, possuir passou a ter mais importância do que ser, e econômico, na medida que o consumo à crédito retarda a satisfação pessoal. Dessa forma, há de se considerar, que a má gestão estatal, fomenta a falta de planejamento e como consequência, 62% das famílias brasileiras estão endividadas, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).
Em segunda análise, Michael Foucault, na defesa da teoria da Normalização, afirma que certos comportamentos ao se repetir, acontece de maneira involuntária. Nesse sentido, a família, como primeira instituição social, deveria desde cedo, gerar autonomia dos filhos por meio de mesada e poupanças. Posto isso, o modelo educacional iria de acordo ao que o filósofo francês acreditava, sendo isso desenvolvido, futuramente, essa criança não estará entre os 68% de indivíduos que gastam mais do que ganham, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Diante do exposto, medidas devem ser implantadas para solução da má formação educacional financeira. Para isso, é necessário, por meio do Ministério da Educação, programas que visam a inserção curricular de disciplinas de cunho econômico, de modo que contemplem todas as instituições de ensino - públicas e particulares -, a fim de mostrar a importância de desenvolver uma estratégia financeira, melhorando assim a situação do país. Outrossim, o Poder Executivo Federal, deve repassar verba para Secretaria Especial de Comunicação Social (SECOM), para que seja feita parcerias com as diversas mídias sociais, com finalidade de promover propagandas, apresentadas por economistas e professores de gestão financeira, a fim de alertar sobre os esquemas de juros atribuídos as parcelas e empréstimos. Dessa maneira, existirá um cenário de organização econômica presente no país e consequentemente haverá controle financeiro diferente do ocorrido em 1929.