A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 07/10/2019
A crise da bolsa de Nova York em 1929 trouxe grandes consequências, entre elas, o aumento no número de suicídios, pois diversas pessoas perderam muito dinheiro. Na atualidade, nada mudou, o dinheiro continua a ser importante, tendo uma relação direta com o bem-estar. No entanto, no Brasil atual, cerca de 62,6 milhões de brasileiros estão endividados, como mostra pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mostrando-se assim de extrema importância que a educação financeira faça parte do cotidiano do brasileiro, pois, a falta de gestão financeira, gera diversos problemas, como, por exemplo, depressão, baixa autoestima e ansiedade.
Nesse contexto, um dado alarmante é que problemas financeiros levam a doenças, como mostra pesquisa feita pelo SPC e CNDL, na qual 65,6% dos inadimplentes se sentem deprimidos, tristes e desanimados e 16,8% recorrem a vícios como cigarros, comida e álcool. Nesse sentido, é importante destacar que parte das dívidas é oriunda da má administração pessoal, além do uso indiscriminado do cartão de crédito, que segundo o levantamento da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic Nacional), a dívida chega a mais de 70% no cartão, o qual tem juros de aproximadamente 300% ao ano.
Sendo assim, fica evidente o descontrole por parte da população, tendo em vista que, segundo levantamento feito pelo BC (Banco Central), em 2005 o endividamento das famílias era de apenas 18,39%, pouco se comparado com valores atuais, além de que, atualmente, o percentual de endividados no Brasil com mais da metade da renda comprometida com o pagamentos de divida chegou a 73% no primeiro semestre deste ano, segundo pesquisa da Boa Vista, serviço de proteção ao crédito.
Portanto, é de extrema importância que o governo, junto ao Ministério da Educação tomem providências, como, por exemplo, a implementação de aulas de educação financeira nas escolas, para crianças e adolescentes, criando desta forma, uma geração mais consciente e com menores chances de se endividar. Outra medida seria por parte do Ministério da Economia, que através dos bancos, poderia diminuir as taxas de juros de cartão de crédito, facilitando deste modo, o pagamento das dívidas.