A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 07/10/2019

No início do século XX, o governo norte-americano promoveu grande expansão de crédito para a população, que confiava no constante crescimento dos EUA entre 1918 e 1928. Ocorre que a população não estava preparada para a grande recessão econômica que ocorreria em 1929, fenômeno que se popularizou sob o título de “grande depressão”. Nesse viés, o despreparo e a falta de planejamento econômico, vividos na crise de 29, são a cruel realidade dos brasileiros, motivada pela extrema pobreza e pela falta de educação financeira desde a infância.

A educação financeira é uma ferramenta indispensável para o homem pós-moderno, visto que, possuir conhecimento para planejamento contra imprevistos contribui para a construção de um cidadão mais consciente. Com a crise econômica, adicionada ao despreparo das pessoas para se planejarem, houve um aumento significativo de devedores no país, segundo dados do Serasa (Centralização de Serviços dos Bancos), em 2015, cerca de 59 milhões de brasileiros terminaram o ano inadimplentes. Essa realidade mostra a falta de interesse do Estado em criar políticas públicas que priorize a educação financeira como forma de amenizar os impactos econômicos na vida da população.

No Brasil, ter uma base de conhecimento financeiro geralmente é um privilégio de poucos, uma vez que, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que entre 2008 e 2009, mais de 68% das famílias brasileiras gastam mais do que ganham. É preciso saber estimular esse tipo de percepção financeira desde a fase inicial da vida, para que a criança cresça e evolua de maneira consciente. É notório que, na maioria das vezes, somente aqueles que detêm de dinheiro usufruem de uma educação de qualidade em todos os âmbitos, dessa forma, pessoas a margem da sociedade acabam sofrendo pela falta de conhecimento para gerir o pouco que tem.

Urge, portanto, que a sociedade juntamente com o Estado se mobilize em prol do bem estar individual e coletivo dos cidadãos, a fim de estimular a educação financeira. O Governo, juntamente com o Ministério da Educação, devem instituir na grade curricular desde o ensino fundamental ao superior, a educação financeira, para que desde cedo, o indivíduo venha saber lidar com o dinheiro de forma consciente. Além disso, faz-se necessário empregar palestras, em locais de fácil acesso da população, para que a sociedade em geral, tenha discernimento é possa empregar os conhecimentos no cotidiano. Somente desse modo, será possível que o brasileiro entenda a necessidade da educação financeira e não precise passar por uma recessão econômica, como aconteceu na crise de 1929.