A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 10/10/2019

A solidificação do sistema capitalista, na Idade Moderna, transformou as relações comercias, alterando a estrutura da sociedade, pois se fez necessário a adaptação ao novo modelo econômico. Desde esse período, é evidente que o gerenciamento coerente da renda possui um papel importante para o sucesso financeiro. Entretanto, apesar dessa relevância, são poucos brasileiros que têm acesso a esse conteúdo, visto que o Poder Público não promove a democratização dessa educação. Com isso, uma significante parcela da sociedade lida com as consequências negativas da ausência de uma educação financeira.

Em primeiro plano, é inegável que o gerenciamento adequado da renda acarreta benefícios, porquanto permite o cidadão uma noção ampla da sua condição financeira. Dessa maneira, o indivíduo tem a capacidade de usufruir melhor seus recursos, pois esse está mais apto a fazer uma analisar pragmática e racional dos seus ganhos e gastos. Assim, a educação financeira torna o indivíduo capaz de fazer boas escolhas, não comprometendo o seu futuro financeiro, tornando verídico pensamento da Economista Renata Barreto, ao afirmar que para a desenvolvimento econômico e social de uma nação é preciso ensinar as pessoas a administrar a sua própria renda.

Em segundo plano, têm se as consequências dessa conjuntura. Para o filosofo Roger Scruton, o ser humano perde sua autonomia quando não é capaz de entender os fatores externos que influenciam na sua vida. Desse modo, a educação financeira mostra como funciona o tesouro nacional, a bolsa de valores, ações, pois são elementos que impactam o cotidiano da população, já que o preço de produtos e serviços são fundamentados na variação ou estabilização dessas taxas. Ademais, nota-se que como o indivíduo, sem noção de educação financeira, o indivíduo gasta mais do que recebe, fazendo que haja o endividamento, segundo dados do Ministério Público, 40 por cento da população brasileira está endividada.

Portanto, diante dos argumentos supracitados, faz-se necessário a atuação eficiente do Estado. Sendo assim, urge que o Ministério da Educação, por meio Poder Municipal, crie nas escolas, aulas extracurriculares de educação financeira, ministrada por profissionais das áreas, objetivando promover autonomia dos estudantes, ensinando-os a controlar gastos e resguardar dinheiro, evitando futuras dividas. Outrossim, é preciso que, por parte dos mesmos órgãos públicos, haja nas universidades públicas, seminários e palestras aberta e direcionada para o público que está endividado, que ensine a esses cidadãos a como se organizar financeiramente para acertar as dívidas, como também os ensinando a não cometer gastos excessivos.