A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 08/10/2019

A Crise de 1929, também chamada de Grande Depressão, ocorreu devido à expansão de crédito por meio da oferta monetária, o que gerou um colapso na economia da época. Nos dias atuais, a ambição capitalista e o consumo exacerbado acontecem pela falta de educação financeira, fato ameaçador não só da economia, mas da própria sanidade dos brasileiros. Logo, urge que o poder público encontre meios para reverter esse cenário.

A priori, para o pensador Zygmunt Bauman, em seu conceito de “Modernidade Líquida”, a pós-modernidade é marcada pela busca do prazer imediato, em que as relações são superficiais e de despreocupação com o futuro. Isso fica evidente quando se nota que, no Brasil, de acordo com O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC),  quase metade dos contribuintes está com o saldo negativado para compras. Nesse sentido, a ausência de controle do Estado para reduzir a ampliação do crédito, associado ao “Fetiche” das propagandas, conceito do sociólogo Karl Marx em sua crítica à glamourização da compra, contribui para a inadimplência dos cidadãos.

Em segunda instância, conforme o pai da sociologia moderna, Émile Durkheim, fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de generalidade, exterioridade e coercitividade. No que diz respeito à educação financeira, o endividamento é um fato social à medida que o poder de compra em um ambiente consumista pode influenciar o indivíduo a adotar o mesmo comportamento. Seria uma espécie de “Consumo, logo existo”, conceito também presente em “Modernidade Líquida”. Outrossim, ainda que existam mecanismos de quitação de dívidas por parte do governo e das empresas, os interesses sociais não são conduzidos para o primeiro plano, já que no mundo do capital o interesse primordial é o lucro.

Portanto, a fim de promover a redução no número de inadimplentes e promover consumo consciente, o poder legislativo, em parceira com o MEC, deve criar lei para implantar em todas as séries da educação básica a disciplina “Educação Financeira”, ministrada por professores especialistas em economia. Ademais, por meio da Mídia, O SPC deve expandir, em cidades em que o número de devedores é maior, multirões de negociação para pessoas de baixa renda que extrapolaram seu crédito. Somente assim será possível a construção de uma nação que combata o fetiche das propagadas e induza o consumidor à compra saudável.