A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 08/10/2019
Segundo dados do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), cerca de 63 milhões de brasileiros possuíam alguma dívida, em 2018. Tal cenário demonstra a dificuldade da sociedade em administrar suas finanças. Isso se deve, sobretudo, ao sistema educacional do país, que pouco ensina a comunidade estudantil a aplicar, na prática, os conhecimentos teóricos aprendidos em sala de aula, fato este que, posteriormente, se reflete em problemas econômicos aos cidadãos brasileiros.
É importante pontuar, de início, que as raízes dos problemas financeiros da sociedade brasileira residem no processo educacional, haja vista que, no ambiente escolar, pouco se ensina disciplinas de aplicação prática no cotidiano. Isso acontece, pois, segundo o educador Paulo Freire, o sistema educacional brasileiro e extremamente bancário, isto é, o aluno aprende, passivamente, diversos conteúdos sem, contudo, aprender a colocá-los em prática no cotidiano. Desse modo, as instituições educacionais lecionam matérias de cunho financeiro, como juros simples e compostos, mas não orientam seus alunos a como aplicá-las em sua vida econômica, a fim de que saibam, futuramente, administrar suas finanças.
Como consequência disso, observa-se uma população com alto número de inadimplências no país. Isso decorre do fato de que, sem uma educação financeira eficiente, os cidadãos, além de não saberem como planejar e administrar seus rendimentos, ficam sujeitos a juros e taxas abusivas. Assim, aliando tais fatores, tornam-se suscetíveis a contração de dívidas além do que se pode pagar sem que sejam comprometidas suas despesas básicas, ficando, desse modo, inadimplentes com tais débitos e, muitas vezes, sujeitos a penhora de seus bens para a quitação de dívidas.
Frente ao exposto, fica evidente a necessidade da educação financeira na vida dos cidadãos, para que se possa inverter esse cenário de endividados no país. Para isso, as escolas devem lecionar conteúdos relacionados a aplicação prática da educação financeira, que oriente os alunos a como, posteriormente, administrar suas rentabilidades, o que deve ser feito por meio da criação de disciplinas específicas e contratação de profissionais adequados, como economistas, a fim de que desde os anos escolares os cidadãos já tenham conhecimento acerca da importância do planejamento financeiro. Desse modo, sera possível garantir que o futuro econômico do país seja composto por indivíduos plenamente conscientes e organizados em suas finanças.