A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 14/10/2019
Desde a democratização da educação brasileira, no século 20, por Getúlio Vargas, a população obteve um grande avanço no ensino. Não obstante, essa área é preenchida por lacunas mau planejadas, no que se observa hodiernamente a falta de aulas sobre a educação financeira nas escolas. Nesse momento, fatores como a escassez de repasse de verba para instituições, acrescentado de um poderio midiático, são questões para serem analisadas.
Em primeiro plano, a baixa quantidade de recursos nas escolas públicas, como profissionais qualificados na área econômica, são deficitários. Segundo o filósofo Heráclito o mundo, o mundo está em constante transformação, ou seja, rápido. Nessa perspectiva, convém ressaltar que os métodos didáticos precisam passar por atualizações, tal como o acréscimo de professores no campo da educação financeira, prestando dessa forma, uma qualidade superior ao seu passado, modificando então o cenário atual.
Em segunda análise, a influência de canais digitais, bem como a internet, adjunto de outros meios de comunicação corroboram para o entrave. Nisso, Anthony Giddens define a “sociedade do risco” em que todos somos responsáveis e ameaçados por atitudes individuais equivocadas. Nessa visão, a utilização dessas tecnologias sem um pré conhecimento na área financeira ratifica o pensamento do sociólogo, em que o controle exercido por grandes empresas incentivam o consumo em larga escala dos cidadãos na qual, como consequência, a população carrega fardos negativos.
Portanto, urge que o Poder Público, em adição com o Ministério da Educação, replanejem o ensino público, somado a garantia de reforços tributários, com ajuda de pessoas qualificadas, como professores e especialistas financeiros por meio, também, de um diálogo com a sociedade, a fim de diminuir a problemática. Ademais, é dever do Estado fiscalizar propagandas persuasivas, tanto na internet como em canais televisivos, que seja prejudicial ao consumidor. Dessa forma, a comunidade brasileira poderá encontrar caminhos para diminuir a vexatória.