A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 05/11/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o crescente endividamento da população do Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da cultura de ostentação, que há tempos tem vigorado na sociedade brasileira, quanto do descaso que o governo tem em educar financeiramente os cidadãos. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a inadimplência das classes mais baixas, deriva da facilidade em que o crédito é oferecido por bancos a altas taxas de juros, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades em permitir taxas elevadas, gerando altos lucros aos credores. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a falta de matérias especificas nas escolas como promotor do problema. De acordo com o estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 2015 mais da metade dos brasileiros até 15 anos não tinham conhecimentos básicos como lidar com o dinheiro no dia a dia . Partindo desse pressuposto, os jovens ao frequentarem cursos regulares de ensino estão aprendendo a ganhar dinheiro e não a administrá-lo . Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a cultura de ostentação contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o a crescente inadimplência do brasileiro, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em aulas de educação financeira na grade básica de ensino, antevendo as situações que o jovem enfrentará no futuro. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da inadimplência no Brasil e a coletividade alcançará a Utopia de More.