A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 17/10/2019
O filósofo Nietzsche criou a teoria do super homem que diz que o indivíduo capaz de se livrar das amarras sociais exercendo de forma plena seu livre árbitro seria diferenciado. Ao que tudo indica, poucos parecem entender essa lição quando se refere a necessidade do gastar. O que se percebe hoje é a ausência de educação financeira dos cidadãos, atributo esse, necessário no âmbito individual e social.
A princípio é valido ressaltar a importância do planejamento financeiro para o futuro. O Brasil encontra-se na transição da terceira para quarta fase da transição demográfica. Nesse sentido, observa-se o aumento da expectativa de vida dos indivíduos exigindo cada vez mais o controle das finanças para a segurança familiar. Porém, o que se nota é um total despreparo da população frentes a tais mudanças sociais, prova disso, é que, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito, 41% da população adulta está com o CPF negativado. Nesse sentido, o brasileiro ainda está em um pensamento totalmente voltado ao presente e ainda sem controle dos gastos.
Em segundo lugar, o aprendizado financeiro é fundamental para evitar a estagnação do país. Em faces à uma sociedade adulta endividada, que reflete diretamente a ausência de crescimento econômico no Brasil,esse ciclo vicioso ainda não foi interrompido. Na concepção do matemático Pitágoras, é relevante educar as crianças para que não seja necessário punir os adultos, entretanto tal ensino ainda não é praticado nas escolas. Assim, ao omitir o conhecimento das noções básicas de controle financeiro ao pequeno cidadão ele se tornará mais um individuo que prolifera o ciclo do endividamento afetando a sociedade por completo.
Fica claro, portanto, que a educação financeira é de grande importância para a vida do cidadão. É cabível que o Ministério da Educação, em parceria com o Legislativo, crie uma lei, em médio prazo, que torne a educação financeira um matéria obrigatória no currículo escolar a partir do ensino fundamental II, para que os jovens aprendam a administrar seus gastos desde cedo ; evitando futuras complicações. Além disso, a escola deve promover palestras a comunidade com profissionais financeiros que apresentem maneiras de como manipular seu dinheiro sem prejuízo. Dessa maneira, o brasileiro se libertará das amarras do endividamento.