A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 10/10/2019
Consciência significa progresso
Desde os primórdios da civilização humana, a presença do dinheiro e formas de comercialização representam fatores determinantes para o progresso dos povos. Não diferente do passado, o cenário brasileiro atual exige crescentemente uma abordagem educativa e mais autônoma dos cidadãos em relação às suas próprias finanças. Diante disso, urge a necessidade de analisar o que causou essa situação e suas consequências ao longo do tempo.
Em primeiro lugar, no contexto da pós-modernidade, o dinamismo das relações comerciais, ganhou um novo impulso, sofrendo notórias transformações. De acordo com o geógrafo Milton Santos, após a Revolução Técnico-Informacional no século XX, a influência econômica sobre a sociedade civil, de maneira globalizada, adquiriu novas formas, tornando-se mais incisiva e imperativa, com forte poder de persuasão ao consumo de mercadorias. Com isso, além do gasto excessivo, muitas pessoas acabam não conseguindo administrar suas contas, o que reverbera em sérios problemas aquisitivos.
Como consequência direta dessa problemática, observa-se um expressivo déficit financeiro que ultrapassa a esfera individual do cidadão e repercute em toda a sistemática nacional. Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), cerca de 62,8 milhões de brasileiros estavam com o nome “negativado” ao final de 2018. Dados como esse denunciam um nocivo panorama que, além de prejudicar a vida dos indivíduos por impedi-los de comercializar, gera sérios entraves para o fluxo econômico do país, diminuindo a arrecadação tributária e resultando em menores investimentos na educação e saúde da nação.
Portanto, a educação financeira aos cidadãos representa um importante meio de se reduzir o endividamento e garantir melhor autonomia econômica à população. Para tal, é preciso que a atual política pública de instrução monetária seja fortalecida para além do ambiente ambiente escolar. Nesse sentido, empresas privadas em parceria comghhfghgfhhghghghgh
universidades públicas e privadas devem criar um programa virtual de capacitação curricular aos seus funcionários e interessados, abordando as principais questões de conflito financeiro como pagamento de contas, empréstimos e investimentos pessoais. Somado a isso, com o apoio do Ministério da Economia, disponibilizar um portal online para acesso à vídeo-aulas e apostilas produzidas pelas universidades parceiras. Agindo dessa forma, assim como observado na história humana, o desenvolvimento aquisitivo, individual e coletivo, poderá estar gradativamente em consonância com o progresso do todos.