A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 25/10/2019
O livro “O homem mais rico da Babilônia” de George Samuel Clason, é composto por uma série de parábolas que se passam na antiga Babilônia, onde os homens mais ricos da antiguidade viviam. Nessa contexto, essa região não possuía grandes riquezas, assim, todas as riquezas que ali existiam eram produzidas pelas pessoas que ali viviam. Dessa maneira, fazendo alusão à esse fato histórico, coloca-se em evidência algo que vem sendo discutido no cenário nacional nos último tempo, a educação financeira e como a ausência dela faz falta na vida de um indivíduo e no desenvolvimento econômico e social do mesmo.
Em primeira análise, a educação financeira deveria existir desde o nascimento do capitalismo, que surgiu no século XV, na passagem da Idade Média para a Idade Moderna, a partir da decadência do sistema feudal e do nascimento de uma nova classe social, a burguesia. Bem como, ele estimula as pessoas à se esbanjarem, gastar mais do que o necessário ou mais do que se pode, comprando coisas fúteis apenas pelo prazer de consumir. Nesse situação, os cidadãos adquirem dívidas que não podem pagar e são obrigados à conviver com elas, sendo assombrados por cobradores e pelo aumento dos juros. Logo, se o indivíduo é educado financeiramente ele pode evitar despesas inesperadas, aproveitar melhor seu orçamento e se livras das dívidas.
Ademais, de acordo com a ideia do Fato Social de Émile Durkheim, a população é facilmente influenciada pelo meio no qual se vive, são os instrumentos sociais e culturais que determinam as maneiras de agir. Assim, a empresa midiática consegue persuadir muito bem os consumidores com suas propagandas, levando eles a comprar os produtos anunciados sem hesitar. Como também, comprar nesse mundo globalizado no qual se vive hoje é fácil, não é preciso nem sair de casa, apenas entrar em um site e pesquisar o item desejado. Desse modo, a comodidade que a internet proporciona leva as pessoas à gastarem mais dinheiro, tornando a educação financeira ainda mais importante.
É evidente que o Estado deve intervir para ajudar a população do país, para que todos saibam administrar seu dinheiro de maneira correta, sem prejudicar o desenvolvimento da economia do âmbito nacional. Assim, o Ministério da Educação deve aderir na grade curricular a educação financeira para que os brasileiros saibam controlas suas finanças desde cedo e promover palestras para toda a família sobre o assunto, conscientizando-os sobre o consumismo. Alem disso, o Poder Executivo deve sancionar leis que auxiliam na contenção dos gastos excessivos da população. Dessa forma, civilizada e democrática, a economia do país pode se desenvolver sem que os brasileiros desperdicem seu capital com o consumo elevado.