A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/10/2019
A Primeira Lei de Newton, a Lei da Inércia, afirma que um corpo tende a permanecer em movimento até que uma força atue sobre ele e mude o seu curso. Diante de mesma óptica, os entraves ocasionados pela falta de educação financeira apresentada por grande parte da população, gera problemas econômicos que continuam a persistir no Brasil. Com isso, estigmas de origem colonial e a pouca importância dada ao tema, configuram-se como agentes agravantes da situação atual.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a questão de que o Brasil se caracterizou por seu uma colônia de exploração, e esse modo de produção sempre foi uma barreira para o surgimento de um mercado consumidor e produtor consciente. Logo, tal modelo de colonização impediu o que sociólogo Max Weber chamou de ética protestante: deve-se trabalhar duro, poupar e não gastar com “futilidades”. Diante disso, as consequências da negligência histórica dada ao capital, é a formação de muitos indivíduos que não sabem lidar com suas próprias finanças nos tempos atuais, visto que, de acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito, mais de 40% dos adultos do país possuem alguma conta atrasada.
Ademais, o fato de questões econômicas não ser um tema frequentemente debatido em instituições de ensino, corrobora para deixar a situação ainda mais fora de controle, visto que, quanto menos se conhece sobre o assunto, maiores são as chances de surgir pessoas inadimplentes. A exemplo disto, tem-se o obra Quincas Borba de Machado de Assis, em que o protagonista Rubião recebe uma herança milionária e devido a falta de conhecimento para lidar o dinheiro, gasta tudo e morre miserável ao fim do livro. Tal problemática verificada na ficção, se reflete na realidade, pois, segundo pesquisa da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, metade dos jovens brasileiros não sabem lidar com o dinheiro no dia a dia.
Fica evidente, portanto, a necessidade de uma tomada de medidas que alterem este cenário, tais como: a divulgação de propagandas em todos os meios de comunicação - com foco na internet para atingir mais facilmente o público jovem- realizadas pelo Governo Federal por meio de seu órgão oficial de publicidade (SECOM), que alertem a população dos perigos de não saber lidar com o dinheiro e que tragam conteúdos práticos fornecidos por economistas de como poupar de maneira eficiente e evitar o endividamento. Deste modo, o cidadão irá dar mais importância ao assunto e o surgimento de mais inadimplentes poderá ser minimizados. Assim será possivel encontrar um meio que funcione como a força definida por Newton, capaz de mudar o curso dos problemas gerados pela falta de educação financeira, de sua permanencia para seu fim.