A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 09/10/2019
“Até que a sorte nos separe” é um filme nacional que conta a história de um homem que ganha na loteria, acaba administrando mal esse dinheiro e vai à falência. Muito além da comédia, o longa mostra um retrato da população em relação a educação financeira, ou a falta dela. O brasileiro não aprendeu a gerenciar suas finanças, tendo dificuldades para honrar seus compromissos monetários.
A OCDE, Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, em 2015 mostrou em pesquisas que mais da metade dos jovens de 15 anos não tem conhecimentos básicos sobre como lidar com o dinheiro cotidianamente, assim, quando este mesmo jovem começar a sua vida adulta no mercado de trabalho, não saberá como administrar o salário que ganhará e será um forte candidato para a lista de inadimplência. Dados de 2018 do G1, jornal virtual da Globo, mostraram que os índices de dívida aberta são maiores entre pessoas com mais de 30 anos, ratificando, por tanto, a informação da OCDE, sobre a importância da educação financeira na vida do cidadão desde cedo.
Dados do SPC Brasil, Serviço de Proteção ao Crédito, em conjunto com a CNDL, Confederação Nacional de Dirigentes lojistas, mostraram que cerca de 41% da população adulta do país terminou o ano de 2018 com alguma conta atrasada e com o CPF negativado, aumentando o número de inadimplentes da lista.
Ao analisar o problema em questão, é de suma importância a abordagem nas escolas brasileiras sobre educação financeira. De forma lúdica e interdisciplinar, é possível que o Ministério de Educação possa inserir o tema na grade educacional, de forma prazerosa o conteúdo abordado torna-se de fácil aprendizado, sendo, portanto, uma possível mudança para o cenário alarmante atual, no qual, o cidadão poderá desde cedo saber gerenciar suas finanças e estar em dia com seus compromissos financeiros. Pois a intervenção em crianças muda um comportamento geracional e quanto mais cedo for introduzida, mais rápido será o retorno.