A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 10/10/2019
O “ Mundo das Sombras”, teorizado pelo filósofo Platão, é marcado pela alienação, pela falta de conhecimento. Já o “Mundo das Verdades” se configura pela presença do saber. Nesse sentido, a sociedade atual encontra-se à margem do sistema econômico globalizado, em virtude da falta de educação financeira. Isso se deve a inoperância estatal, no que tange a alfabetização, bem como a falta de maturidade da população para gerir suas finanças. Por isso, é imprescindível a união do poder estatal com as grandes mídias, para a saída do corpo civil do obscurantismo platoniano.
Primeiramente, de acorno com o artigo sexto da Constituição Federal Brasileira, de 1988, todos têm o direito à educação. No entanto, a prática deturpa a teoria, uma vez que o Estado falha, na renuncia da educação financeira- voltada para problemas cotidianos- na grade das escolas. Dessa forma, percebe-se a inversão de prioridades condizentes ao progresso econômico, por meio do conhecimento financeiro. Por outro lado, segundo dados divulgados pelo Banco Central norte-americano, os EUA – maior potência desenvolvida do mundo- adotam, obrigatoriamente, no âmbito escolar a educação econômica e financeira, para viabilizar e consolidar o progresso do país.
Somada a essa ideia, vale ressaltar a postura inativa da sociedade na gestão das próprias finanças. Desse modo, o filósofo Immanuel Kant, no texto “ O que é o Iluminismo”, discorre sobre a permanência do homem na menoridade e chega a conclusão , que isso se deve ao fato dele não ousar pensar, seja pela covardia ou preguiça, seja pelo comodismo. Nesse viés, a inabilidade da população brasileira para gerir o próprio orçamento promove o endividamento, por crédito fácil, o consumo obsoleto e, por consequência, à instabilidade econômica. Logo, há uma corresponsabilidade entre Estado e Nação, no que tange ao progresso financeiro.
Por fim, é inegável que a educação financeira é fundamental, na sociedade brasileira contemporânea, visto que influencia diretamente nas decisões econômicas vigentes. Por conseguinte, faz-se necessário que a Lei Orçamentaria Anual, direcione capital, que, por intermédio do Ministério da Educação, será incorporada na grade escolar a matéria de “Educação financeira voltada ao cotidiano”, com vistas à formação de cidadãos engajados no cenário socioeconômico. Paralelamente, a LOA, deve prover verbas para as grandes mídias ( tv, rádio, internet), nas quais, por meio de campanhas socioeducativas, ofereçam informações de utilidade pública sobrem o setor financeiro, com o fito de aludir sobre os ricos básicos de endividamento. Dessa maneira, o corpo civil caminhará para o “ Mundo das verdades” de Platão, ao inserir-se, de fato, no esclarecimento kantiano.