A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 14/10/2019

“É necessário fazer uma análise histórica para a realização da compreensão de um povo”. A partir da observação do antropólogo Franz Boas, infere-se que, na contemporaneidade, ao analisá-la por um prisma evolutivo, infortúnios relacionados à devida importância da educação financeira aos cidadãos são vigentes. Com isso, surge esse problema que persiste intrinsecamente na realidade moderna, devido a fatores como inoperância estatal e falta de mobilização escolar.

Em primeiro plano, a omissão do Estado permite os constantes casos de empecilhos sociais. Nesse sentido, segundo o filósofo contratualista Jonh Locke, o Estado é o agente responsável por manter o bem-estar gregário de todos. De maneira análoga, percebe-se que a realidade hodierna vai de encontro ao pensador inglês, pois depreende-se que o investimento em ações políticas voltadas para conscientizar a sociedade sobre os malefícios do gasto excessivo é ínfimo. Isso contribui, inegavelmente, a uma vulnerabilidade da maioria da sociedade, principalmente, da parte marginalizada economicamente em se aprimorar em uma vida de finanças equilibrada, o que provoca, concomitantemente, no aumento de endividados, em razão de não ter propagandas midiáticas que discutem sobre a temática. Logo, a atuação do Estado torna-se imprescindível para erradicar esse hiato.

Outrossim, vale destacar, ainda, a passividade escolar como um dos pilares para a manutenção dessa anomalia social. Nesse viés, de acordo com Émille Durkheim, a escola é uma das instâncias socializadoras e que, por isso, não deve se limitar apenas em repassar o conteúdo, no entanto, é notório que essa instituição formadora de opinião não se alinha ao pensamento do sociólogo francês, pois não se verifica, nesse âmbito, orientações sobre a importância do entendimento de, por exemplo, planejar-se financeiramente, além de não haver um esclarecimento sobre o déficit que essa falha educacional pode ocasionar à economia mundial. Dessa forma, ocorrem situações preocupantes, como uma sociedade desinformada que ocasiona, lamentavelmente, no aumento do índice de inadiplentes. Assim, é necessária uma mudança comportamental dessa instituição para reduzir esse impasse.

É evidente, portanto, que as situações supracitadas rompem com a harmonia social. Em decorrência disso, o governo, por meio da mídia, que tem a função de desenvolver projetos sobre o tema, deve investir na ampliação de propagandas nas redes sociais, como facebook e Instagram, a fim de conscientizar o corpo civil sobre técnicas financeiras.Já a escola, mediante palestras e aulas interativas, com a presença de contadores, devem debater sobre a educação financeira, com o intuito de formar cidadãos que minimizem a problemática. A partir disso, o conhecimento financeiro tornar-se-á vigente.