A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 09/10/2019

O filme “Mauá: o imperador e o rei” retrata a história de Irineu, um menino que, após a morte de seu pai, começa a trabalhar - com uma visão intuitivamente empreendedora- no controle das finanças de um comerciante. Esse precoce contato financeiro o transformou no irreverente Barão de Mauá: o maior empreendedor e industrialista do país no século XIX. Contudo, hodiernamente esse conhecimento econômico é bastante restrito pela escassa educação financeira no Brasil, o que ocasiona não só um possível endividamento de parcela da população, mas também um menor rendimento monetário. Diante desse cenário, é pertinente uma análise acerca dessa conjuntura de tanto impacto para a sociedade.

Primordialmente, é notório que a educação financeira é de extrema importância para a população, visto que essa aprendizagem evita prováveis endividamentos de uma fração da sociedade, a qual é influenciada pelas grandes corporações capitalistas a utilizar seu dinheiro em um consumo desnecessário. Sob tal ótica, o período entre guerras foi caracterizado pela ascensão econômica norte-americana e, com ela, o “American way of life”: modo de vida em que a felicidade é adquirida pelo consumo de eletrodomésticos, carros, roupas e produtos enlatados, o que passou a ser veiculado constantemente pela persuasiva propaganda publicitária. Entretanto, tal prosperidade gerou, no futuro, a crise de 1929, fato que evidencia a necessidade de um uso financeiro consciente.

Ademais, é perceptível que o conhecimento econômico, desde a juventude, possibilita um melhor rendimento das finanças de cada indivíduo, haja vista a construção e o desenvolvimento de um pensamento mais prudente e responsável no que se refere ao manejo de capital. Dessa forma, o filósofo e economista Adam Smith, ao afirmar em sua obra “A riqueza das nações” que a ambição universal dos homens é “viver colhendo o que nunca plantaram”, ratifica como a prosperidade financeira é dependente da aprendizagem e orientação efetivas.

Destarte, medidas devem ser efetivadas a fim de mitigar tal problemática. Com esse objetivo, urge ao Ministério da Educação (MEC) criar uma nova disciplina escolar: Educação Financeira, por intermédio da inserção desta na Base de Matriz Comum CurriculaR (BMCC) para a educação básica e técnica, com aulas ministradas por profissionais das Ciências Exatas -principalmente matemática-, os quais devem se submeter à uma especialização acerca do ensino financeiro, com o intuito de proporcionarem aulas teóricas e dinâmicas sobre esse tema tão importante para as crianças e os adolescentes. Assim, gradativamente, a educação financeira será efetivada no país tupiniquim e a juventude, futura geração de gestão da economia, terá uma aprendizagem econômica promissora semelhante à do Barão de Mauá, importante empreendedor nacional.