A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 09/10/2019

Em um país com tantos analfabetos funcionais, o analfabetismo financeiro não surpreende. Saber gerir, investir e poupar é de suma importância para se utilizar o dinheiro de forma inteligente.

Somos  bombardeados diariamente pela cultura do consumismo; as crianças são as mais suscetíveis a esses desejos. É necessário que se tenha uma educação financeira nas escolas já que, com isso, haverá o desenvolvimento de escolhas mais conscientes e a formação de indivíduos mais críticos. Milton Friedman, economista norte-americano, descreve que o ganho com a educação de uma criança não é desfrutado apenas pela criança ou por seus pais, mas também pelos outros membros da sociedade (ele denomina isso como um ‘’efeito lateral’’).

Concomitantemente a isso, com o fim do paternalismo do Estado, a estabilização da moeda (reduz a inflação) e a criação de políticas neoliberais, começa um processo de crescente transferência de responsabilidades aos indivíduos. O governo procurou ampliar a oferta de crédito (aumenta o consumo e a produção), não obstante a principal dificuldade do ser é planejar adequadamente suas ações de longo prazo e, como consequência, surge um círculo vicioso de expansão e retração do crescimento com as constantes crises.

Dado o exposto, o governo deve instituir na grade curricular desde o ensino fundamental a educação financeira, empregar palestras em grandes centros urbanos, praças e empresas e, o desenvolvimento de campanhas na mídia com o intuito de esclarecer assuntos como crédito, seguro, investimentos e poupança previdenciária se faz necessário para garantir a utilização do dinheiro de forma inteligente. Participantes informados ajudam a criar um mercado mais competitivo e eficiente.