A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 10/10/2019
A educação financeira diz respeito a adoção de hábitos comedidos em relação a gastos, investimentos ou manuseio de capital. Entretanto, a divisão classista da sociedade incentiva o consumo exacerbado como forma de autoafirmação, o que dificulta a implantação de medidas educativas. Nesse sentido, dois aspectos fazem relevantes: A hipervalorização do consumo e a falta de políticas públicas que visem elucidar a população quanto a gerência de seus bens.
À priori, a sociedade pós moderna busca no consumo à aceitação social. Nesse viés fica ilustrada a teoria marxista referente ao fetichismo da mercadoria em que a obtenção de produtos superam sua necessidade, uma vez que adquiri-los confere status ao consumidor. Dessa forma, a insipiência quanto a gestão financeira eleva, segundo o Sistema de Proteção ao Crédito-SPC- o número de inadimplência,que resulta tanto na diminuição no poder de compra da população quanto na redução de crescimento econômico do país.
Ademais, a ausência de uma base de conhecimento financeiro nas escolas formam cidadãos inaptos a lidar com seus rendimentos. Isso porque, segundo o sociólogo Bauman as pessoas tendem a ser imediatistas e satisfazerem suas necessidades momentâneas. Nessa perspectiva, uma reserva mensal de dinheiro para aposentadoria acaba sendo trocada pela parcela de um carro, por exemplo. Dessa maneira, é preciso despertar nos cidadãos a vontade de manter um padrão de consumo em longo prazo em detrimento do imediato à fim de alcançar melhor qualidade de vida.
Destarte, medidas devem ser tomadas visando mitigar a situação. O ministério da educação pode incluir a disciplina de educação financeira nas escolas desde as séries inciais, dessa forma, os jovens aprenderão a lidar com suas finanças, o que acarretará na diminuição do endividamento além do consumo consciente, com isso, mesmo diante da facilidade de compra os cidadãos estarão aptos a dispor de seu poder de compra de forma eficaz.