A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 10/10/2019
Em 2008 nos Estados Unidos ocorreu uma grande crise econômica, em razão de amplas concessões de linhas de crédito no setor imobiliário, que levou ao endividamento de várias pessoas. Desse modo, mediante o avanço do capitalismo e a facilidade de obtenção crédito a população tem, cada vez mais, aumentado o seu nível de consumo e consequentemente as suas dívidas, o que ocasiona uma situação em que o cidadão trabalha apenas para pagar despesas. À vista disso, infere-se que tal problemática é inerente a uma cultura de consumo e à ausência de uma educação financeira.
A priori, é importante salientar a influência que os meios de comunicação, como as redes sociais têm sobre o modo de vida do indivíduo, desde de a informação fornecida ao estilo de vestimenta do usuário. Diante disso, cria-se uma indústria cultural, a qual fomenta o consumo exacerbado de produtos supérfluos pelas massas para a geração lucro, como demonstrado pelos pensadores da Escola de Frankfurt. Dessa maneira, o cidadão é bombardeado constantemente por propagandas no seu cotidiano, o que leva ele a questionar sobre seu estilo de vida e consumo e a buscar aderir ao consumo das massas. Por consequência, a adesão a esse modo de consumo leva a pessoa a aquisição de crédito e ao endividamento e em casos mais sérios a distúrbios de consumo compulsivo.
Outrossim, a expansão crediária, como na crise de 2008, ocasiona um ciclo vicioso, o qual o cidadão busca crédito para a satisfação do seu consumo e posteriormente para a quitação de dívidas. Dessa forma, o despreparo das instituições de ensino têm levado ao surgimento de gerações despreparadas para lidar com um mundo globalizado, as quais desde a juventude já buscam consumir as melhores marcas e as mais populares para estarem em consonância com a maioria da população. Em consequência, ao chegarem na fase adulta entram no ciclo vicioso e com altos dispêndios, os quais comprometem sua vida financeira.
Portanto, medidas são necessárias para lidar com um mundo influenciado pela indústria de consumo e com a escassez de uma educação financeira. Com isso, assiste ao Ministério da Cultura em conjunto ao Ministério da Saúde, por meio de projetos de leis, a criação de campanhas publicitárias, as quais visem demonstrar aos cidadãos a gravidade e os riscos do consumo compulsivo e como isso pode afetar a sua vida e a de todos ao seu redor, a fim de que haja um maior número de pessoas cônscia sobre o seu ritmo de gastos. Ademais, assiste ao Ministério da Educação, por intermédio de diretrizes educacionais, a implementação de matérias sobre educação financeira nas escolas, as quais possam orientar os jovens sobre como lidar com o dinheiro e com o consumo no mundo hodierno, para que haja uma geração futura com autonomia na gestão da vida financeira.