A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 10/10/2019

Os brasileiros, ao longo da história do país, passaram por períodos difíceis em termos econômicos, como a economia inflacionária da década de 1940, a hiperinflação nos anos 80 e 90 e o confisco do governo Collor. De modo que, essa situação de instabilidade talvez venha influenciando gerações a serem inseguras e inconsequentes em termos financeiros. Assim, a educação financeira é primordial para modificações nos âmbito macro e micro.

De fato, o índice de inadimplência é excessivamente alto no Brasil, essa situação foi explicitada em uma reportagem do Jornal O Globo, que, ao trazer uma pesquisa da OCDE (Organização para a Cooperação Econômica), revela o baixo conhecimento da população em gestão financeira. De maneira que, esse déficit é permissivo para gastos desmedidos, pois a relação com o dinheiro se torna muito mais superficial, não havendo sua devida valorização. Tal fato, a longo prazo, é maléfico para a economia como um todo, já que o poder de compra é o que mobiliza a economia e com a inadimplência isso é prejudicado.

Por outro viés, essa condição revela a liquidez, enunciada por Bauman, relacionada à vida das pessoas, já que o valor não está em vieses concretos, como o planejamento e a visualização de objetivos a longo prazo, mas sim consumos imediatistas. Por conseguinte, educar nesse âmbito desde a infância é primordial, pois a condição não se restringe ao dinheiro, mas se associa a forma como o indivíduo se relaciona com o mundo, seu poder de escolha consciente no modo como o dinheiro será gasto ou não. Em consonância com isso, está  a obrigatoriedade da presença da educação financeira na Base Nacional Comum Curricular a partir de 2020, algo explicitamente benéfico.

Em suma, a problemática atinge vários âmbitos do meio social, desde a vida de cada um até o funcionamento da economia nacional. Portanto, para a mudança é necessário que o governo em todas as suas instâncias (municipal, estadual e federal) se una ao Ministério da Educação, aos professores, economistas, sociólogos, dentre outros. Dessarte, para que haja a formulação de um programa eficaz e dinâmico de cursos, aulas, dentre outros para o que se pretende inserir na educação financeira nas escolas. Ademais, é preciso que a ação se expanda para a comunidade,  por meio da amplificação de iniciativas como a ENEF (Estratégia Nacional de Educação Financeira), parceria entre o governo e empresas, que fornece cursos e palestras na área. De maneira que, por meio da união entre o governo e as empresas de publicidade ela seja divulgada através das mídias, com o intuito de fazer com que as pessoas se interessem e busquem participar. Só desse modo a melhoria será galgada.