A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 10/10/2019

Na história em quadrinhos “Turma da Mônica”, um dos personagens chamado “Marcelinho”, estimula aos leitores um consumo consciente e maiores cuidados com às finanças no seu dia-a-dia. Análogo a isso, apesar do exemplar ser ficcional, a necessidade de debater a educação financeira e sua importância para os cidadãos é uma realidade no panorama atual brasileiro. Nessa perspectiva, é necessário analisar às causas atreladas a improbidades estatais, bem como efeitos ligados socialmente como fatores incisivos desse embate no país.

Inicialmente, cabe pontuar que apesar de normas jurídicas como a Constituição Federal, no seu artigo 205, preveja: a educação é dever de todos e direito do Estado garanti-la, o qual visa o pleno desenvolvimento da cidadania, esse mecanismo legal encontra-se defasado. Uma prova disso é exposta ao ponderar minoradas ações governamentais, haja vista, falhas ao atestar políticas eficientes que possam agregar nos setores educacionais inserção da educação financeira e atribuir a devida importância desse setor na sociedade. Diante disso, impasses na qualificação de docentes para lidar com a educação monetária para discentes, por exemplo, é um fator que prejudica, posteriormente, na administração e no planejamento financeiro dos alunos quando for necessário. Assim, em suma parte, esse fato afeta de maneira equivalente à sociedade brasileira, o qual urge condutas eficazes estatais.

Consequentemente, ações inaptas do Poder Público, refletem-se em problemáticas na informatividade da população para lidar com as próprias finanças. Nesse ínterim, é sabido que parcela exponencial da esfera grupal brasileira tende a não lidar com planejamento financeiro em seus ambientes familiares, o qual afeta, substancialmente, na organização de montantes, falhas nos gastos conscientes e taxas abruptas de inadimplência. Desse modo, essa mazela social deturpa o pensamento do escritor português Antonio Lobo Antunes, que ratifica: um povo que lê nunca será um povo escravo, visto que a maioria societária não possui acesso para re/educação financeira de ampla relevância capital.                  Evidencia-se, portanto, significativas dificuldades para efetivar à importância da educação financeira na vida do cidadão. Por conseguinte, o Estado, em parceria o Ministério da Educação, deve criar, com o apoio da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), uma disciplina interligada à educação financeira desde a unidade básica de ensino ao médio, com direcionamento de docentes para obtenção de conhecimento de qualidade, para alunos e pais, de maneira semestral. Logo, o intuito é ensinar antecipadamente nas escolas a importância da educação monetária, planejamento mensal e familiar, a fim de garantir o que a Constituição Cidadã denota e atenuar impasses atrelados a educação financeira no país. Assim sendo, efetivará a perpetuação de indivíduos conscientes como o Marcelinho.