A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 11/10/2019

Desde o século XV o mercantilismo vem se difundindo por quase todas as regiões do mundo. Apesar de cada Estado adotar uma variante, esse sistema preza primordialmente pela prosperidade dos seus entes. Para tal objetivo, o cidadão deve ter um arcabouço mínimo de conhecimento e prática antes mesmo de iniciar a independência financeira, pois, quando não se tem essa educação a população fica mais propensa a endividamentos e sujeito a juros que podem agravar a situação do devedor.

A priori, cabe destacar que, segundo Adam Smith, a ambição universal do homem é colher o que nunca plantou. A frase do pai da economia corrobora com o crescente número de endividamentos contraídos sem haver capacidade de pagamento aos credores. Esse argumento é fundamentado por dados do Serviço de Proteção ao Crédito onde se verifica que quatro entre dez brasileiros possuem restrição de crédito por falta de algum pagamento. Com isso, o cliente perde a possibilidade de realizar novas compras a prazo e, logo, deixa de consumir enquanto não sanar as suas pendências.

Outrossim, é importante salientar o pensamento de Robert Kyiosaki em que revela a propensão das pessoas em possuir cartão de crédito. Em consonância à visão do autor do livro “Pai Rico Pai Pobre” comprar no crédito é uma grande ferramenta, porém, pode se tornar uma arma contra o próprio patrimônio se for mal administrada. Isso porque no país segundo a revista Proteste a taxa de juros da maioria dos cartões de crédito ultrapassam os 200% ao ano. Logo, a falta de pagamento de uma dívida pode originar um passivo de pelo menos três vezes o valor original em menos de doze meses, ocasionando, por fim, o que comumente se chama de efeito bola de neve.

Urge, portanto, a necessidade de se tomar algumas atitudes providenciais para alcançar uma boa educação financeira dos cidadãos e evitar os endividamentos das famílias brasileiras. Destarte, deve-se praticar a interdisciplinariedade pelos professores nos ensinos primário e fundamental referente ao tema por meio de atividades lúdicas com exemplos do cotidiano. Já no lar, o incentivo deve partir dos pais por meio da aplicação de jogos de tabuleiro e virtuais, tais como Banco Imobiliário e Fazendinha Feliz, que provocam o jogador a desenvolver habilidades financeiras e produtivas. Ao implementar tais medidas, espera-se que os futuros consumidores tenham uma base para alcançarem a prosperidade pregada pelo mercantilismo vigente.