A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 11/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Tomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que existem barreiras para que a educação financeira dos brasileiros se torne habitual, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas econômicas e sociais, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o atual quadro de instabilidade financeira vivida pelos brasileiros, majoritariamente as classes vulneráveis, deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Toma Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades, tangente a implantação de ensino financeiro nas instituições escolares, os jovens brasileiros estão se tornando adultos que não sabem lidar de maneira eficiente e saudável com suas finanças. De acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), 41% da população adulta do país terminou o ano de 2018 endividado ou com contas atrasadas. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postural estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a negligência familiar como promotora desse cenário instável. Segundo o escritor inglês Mark Twain, a falta de dinheiro é a raiz de todos os males. Partindo desse pressuposto, é crucial que a educação financeira torne-se habitual no contexto familiar, pois a ausência dessa prática faz com que a sociedade perca futuros jovens com potenciais empreendedores e com consciência financeira para administrar seus gastos sem que prejudique a si e a economia do Estado.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a ausência da educação financeira na comunidade, necessita-se, urgentemente, que o Ministério da Educação (MEC) institua nas escolas, palestras, ministradas por economistas, que discutam com o corpo social a importância da educação financeira na esfera escolar e, principalmente, na esfera familiar, a fim de evitar problemas que envolvam as finanças pessoais e diminua o índice das classes pobres do Brasil . Outra medida eficaz, por parte do MEC, pode ser alcançada através da implementação no currículo escolar de disciplinas ou projetos que envolvam a educação financeira, de modo que os jovens tornem-se adultos responsáveis e ocorra a mudança desse quadro deletério. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo de não se ter educação financeira, e a coletividade alcançará a Utopia de More.