A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 11/10/2019

A Associação Brasileira de Educação Financeira(AEF-Brasil), criada em 2011, tem como missão estimular o desenvolvimento social e econômico, por meio de ações que fomentam a educação e o planejamento financeiro no país. Contudo, apesar dos avanços conquistados, a organização ainda enfrenta obstáculos para exercer seu papel, o que se deve tanto ao consumismo, quanto a falta de orçamento pessoal dos indivíduos. Nesse sentido, convém analisar os principais fatores e possíveis medidas relacionadas a esse revés social.

A priori, vale ressaltar o comportamento inconsciente dos brasileiros como um dos desafios para a educação financeira da sociedade. Acerca disso, é pertinente citar o conceito de ‘‘Indústria Cultural’’ criado pelo sociólogo Theodor Adorno, que identifica os meios midiáticos como os responsáveis por manipular e impedir o consumo consciente dos indivíduos. Seguindo tal premissa, vê-se que os conteúdos das propagandas persuasivas, aliadas a acessibilidade dos preços e a concessão de crédito facilitado por muitos bancos e lojas, incentivam a compra de produtos e serviços supérfluos. Dessa forma, torna-se inviável a economia monetária.

Outrossim, é imperioso destacar que a lacuna na administração das finanças mostra-se como um empecilho preponderante para a problemática em questão. De acordo com o Fundo Monetário Internacional(FMI), a taxa de juros do Brasil é a sexta maior do mundo. Isso ocorre, pois, parcela dos brasileiros não praticam ações que visam a estabilidade e segurança econômica, a exemplo de investimentos lucrativos e reservas de poupança para possíveis emergências. Logo, a negligência  pecuniária, compromete a renda das pessoas, levando-as ao endividamento.

Destarte, considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter esse cenário. Assim, cabe ao Governo, mediante ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária(CONAR), fiscalizar as propagandas que incitam o consumo excessivo, a fim de reduzir gastos desnecessários. Junto a isso, é vital que o Ministério da Economia promova o rendimento financeiro da sociedade, por meio de projetos educativos sobre a importância do gerenciamento correto do dinheiro, bem como na prevenção de dívidas. Só então, será factível assegurar o planejamento e controle econômico dos cidadãos.