A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 14/10/2019

O filme “A Grande Aposta” retrata a história real de investidores que, ao estudarem a situação financeira dos Estados Unidos, em 2008, conseguem identificar a crise com antecedência e, assim, manter a sua estabilidade. No contexto atual, é notório que, de fato, o estudo de finanças continua a ajudar os cidadãos, visto que diminui as dívidas e contribui para independência financeira. Tendo isso em vista, é impreterível que o mesmo seja instalado em todo o Brasil.

A priori, é necessário pontuar que, ao compreender a maneira correta de lidar com as finanças, o indivíduo evita o acúmulo de dívidas. Isso ocorre, pois a educação financeira estimula o estudante a comprar de acordo com a renda disponível, ensinando-o a gastar apenas com o essencial e sem ultrapassar limites. Prova disso é o canal “Me Poupe!”, da educadora financeira Nathalia Arcuri, o qual instrui os usuários a consumir de maneira sustentável, evitando cartões de crédito, para que os mesmos não adquiram déficits financeiros a partir de aquisições desnecessárias. Dessa forma, é possível inferir que a educação financeira é relevante para o cidação, uma vez que a mesma o impede de acumular despesas.

A posteriori, também é importante ressaltar que, com a educação financeira, há maior independência monetária da sociedade. Tal conjuntura deve-se ao fato de essa disciplina ensinar o modo de funcionamento do mercado financeiro, o que apresenta ao estudante diferentes formas de investir no setor em questão e de multiplicar a renda pessoal. Nesse contexto, o indivíduo obtém maior autonomia, posto que passa a escolher qual aplicação financeira é a mais adequada e, além disso, adquire um lucro maior. Imerso nessa lógica, pode-se citar o filósofo grego Epíteto, o qual afirma que apenas a educação pode oferecer a liberdade, logo, a instrução financeira é capaz de tornar a população independente.

Portanto, é evidente que a educação financeira é de extrema relevância para o cidadão brasileiro da atualidade. Desse modo, cabe ao Governo Federal, como responsável por informar a sociedade, instruir a mesma a estudar as finanças pessoais, por meio de campanhas em redes sociais e televisivas que conscientizem sobre as consequências positivas desse ato, com a finalidade de diminuir a quantidade de dívidas no país. Ademais, o Ministério da Educação, órgão que decide as disciplinas a serem estudadas na rede educacional brasileira, deve tornar obrigatório o estudo financeiro nas escolas, por intermédio da inserção da mesma na Base Nacional Comum Curricular, a fim de tornar os brasileiros autônomos em relação ao âmbito monetário. Feito isso, o cidadão brasileiro, tal qual os investidores na Crise de 2008, estará preparado para crises e irá usufruir da liberdade financeira.