A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 11/10/2019
Tabu financeiro no capitalismo
Durante a Baixa Idade Média, período feudal compreendido entre os séculos XIII e XV, houve o surgimento da moeda com o objetivo de padronizar e facilitar as trocas comerciais. Nos dias atuais, devido ao sistema capitalista vigente, é de suma e imprescindível relevância uma análise em torno da educação financeira, haja vista a ausência do tema no âmbito escolar, bem como o consumismo desenfreado na sociedade, o qual é agravado pelo tabu criado em torno da didática monetária.
Em primeira instância, o distanciamento entre escola e educação financeira gera jovens e adultos cada vez mais leigos e inadimplentes no assunto abordado. De acordo com o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Logistas), em 2018, houve, aproximadamente, 5% de casos de falta de cumprimento de alguma obrigação comercial. Tal relação entre ensino escolar e educação econômica pode ser atribuída ao pensamento do filósofo Immanuel Kant de que “o homem não é nada além do que a educação faz dele”. Dessa forma, ao introduzir a temática financeira no sistema educacional básico, os indivíduos terão, desde cedo, a mentalidade e o discernimento sobre como investir, economizar e utilizar o dinheiro.
Ademais, a mentalidade consumista da sociedade, agravada pela mídia, acarreta cidadãos cada vez mais preocupados com o “ter” e o “parecer”, ainda que alcançados de forma inconsciente e precipitada. De acordo com o filósofo Karl Marx, “a desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas”. Assim, devido à ineficiência da educação financeira e ao pensamento consumista, muitos indivíduos, além de empresas, são surpreendidos por dívidas significativas, as quais, diversas vezes, acarretam falências econômicas absurdamente rápidas, como foi ilustrado no filme “Até que a morte nos separe”.
É necessária, portanto, uma análise em torno da importância da educação financeira. Para exaltar tal relevância, o Ministério da Educação deve inserir o conhecimento econômico no dia a dia dos cidadãos, por meio da introdução desse no currículo escolar desde a educação básica até o ensino médio, com aulas interdisciplinares juntamente à projetos que retratem a realidade e a importância do tema, para que a educação gere indivíduos conscientes financeiramente e proporcione uma melhor qualidade de vida.