A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 12/10/2019
Na obra da dramaturgia norte-americana “Os delírios de consumo de Becky Bloom”, é retratada a história de Rebbeca: uma jornalista que não consegue controlar as próprias finanças mas que em consonância escreve dicas de poupança para uma revista de economia. Fora da ficção, a realidade protagonizada por Becky não se distancia da vivida por uma significativa parte dos brasileiros na contemporaneidade: gradativamente, a ausência de se pensar a longo prazo aliado a um comodismo demasiado são fatores que juntos corroboram para uma acensão da inadimplência no país.
Segundo Thomas Hobbes, a sociedade necessita do Estado para garantir a paz e a ordem. Contudo, na medida que se faz análise dos dados de 2019 do serviço de proteção ao crédito referentes a 2018-os quais revelam que sessenta e dois milhões e seiscentos mil brasileiros finalizaram o ano como inadimplentes- observa-se a violação ao contrato social de Hobbes. Uma vez que, os cidadãos não estão recebendo instruções adequadas para organizarem suas finanças, que aflora desde a infância até a vida adulta.
Entretanto, de acordo com Jean-Paul Sarte em sua teoria do existencialismo, o homem é o responsável por suas ações. Ou seja, se uma pessoa se encontra a mercê de dívidas ela é culpada por isso. Uma vez que, para o pensador o homem é condenado a ser livre, e suas ações refletem ás suas escolhas. Assim, verifica-se que atrelado a uma falta de orientação os brasileiros também estão imersos a uma onda de “Carpem diem”. Uma vez que, entregam-se a aproveitar o que a indústria do consumo oferece sem pensar nas consequências.
Portanto, a fim de que casos como o de Becky não sejam mais reproduzidos na vida real e que a educação financeira se faça presente na vida dos brasileiros, é fundamental que haja mais investimentos do Congresso Nacional nas escolas. Por meio de uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias, que objetiva a realização de palestras e debates com os alunos da rede básica-ministradas por profissionais da área de administração e com experiências em ensinar de forma lúdica- a fim de que a tarefa seja enriquecedora para os futuros cidadãos. Assim, histórias como a de Becky serão restritas ao campo da ficção e servirão apenas como objeto de entretenimento.