A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 18/10/2019
Segundo dados do IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- divulgados em 2013, 80% da população já possuiu alguma dívida ao longo da vida. Nesse sentido, atualmente, essa ainda é uma questão corriqueira, sendo um dos reflexos negativos do pouco estudo sobre finanças no Brasil. Assim, dá-se a importância dessa, ressaltando a necessidade de discuti-lá, a fim de que os cidadãos façam melhor gerência sobre os usos e investimentos de capital.
Em primeiro plano, o sistema econômico vigente, capitalismo, apresenta como combustível a movimentação monetária. Partindo dessa conjectura, as grandes empresas creditarias e bancarias investem em recursos que visam atrair aos cidadãos. Dessa forma, conforme aumenta a disponibilidade de empréstimos, cartões de créditos e aplicativos grande parte da população fica refém do seus maus usos, uma vez que não há o conhecimento necessário para tal, exemplificado pela porcentagem supracitada de pessoas que já foram endividadas. Paralelamente, essa moldura se encaixa no quadro de “banalidade do mal”, descrito pela socióloga Hannah Arendt, pois é reconhecível que os cidadãos precisam da educação financeira, mas o Estado pouco faz para prosperar a sua importância como modo de transformar a utilização de capital.
Em consonância, a partir do educar os indivíduos aprendem como melhor guardar ou investir seus recursos. Tendo em vista ao Brasil ser um dos países que a população menos faz investimentos financeiros, de acordo com dados da BOVESPA- Bolsa de Valores de São Paulo-, um dos motivos é a falta de informação. Sob esse viés, as escolas que são formadoras da criticidade, como dissertado pelo educador Paulo Freire, devem ultrapassar o ensino dos algoritmos em matemática financeira ao ampliar os estudo, o que tornará possível diferenciar recursos bancários, como Tesouro Direto e Poupança. Portanto, destaca-se a urgência em que tal ação seja posta em prática, para formar indivíduos que melhor incrementem a economia do país.
Destarte, diante dos fatos ressaltados, fica clara a importância da educação financeira e os desafios que a ausência dela infere na vida dos cidadãos. Desse modo, o Ministério da Educação, que é o órgão estatal responsável pelas instituições de ensino, deve incrementar na grade curricular destas o estudo teórico das relações cotidianas que movimenta o dinheiro, por meio de debates e pesquisas. Com efeito, os jovens crescerao com informaçoes necessarias para que façam melhores usos e investimentos de capital.