A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 14/10/2019
O Plano Real introduzido no Brasil, na década de 1990, pelo então Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, representou o passo Inicial para a saída da crise econômica, uma vez que consistiu na gradativa implantação da Unidade Real de Valor (URV). Sob tal ótica, o sucesso da moeda decorreu da união de uma equipe especializada em gestão econômica, mecanismo que, se implantado na educação brasileira, beneficiaria a sociedade. Nesse contexto, a carência social de um projeto pautado na educação financeira torna-se clara, seja por sua ausência nas disciplinas escolares, seja pela viável formação de cidadãos aptos a lidarem com variações nas contas públicas nacionais.
A princípio, apesar da notável necessidade de induzir jovens a uma saudável administração de renda, planos educacionais ainda não foram introduzidos. Acerca disso, a viabilidade de um projeto que vise a formação de estudantes atentos às relações de circulação de capital e gestão é abordada em discursos do chefe do Executivo Federal, Jair Messias Bolsonaro. Nesse sentido, a formação de um plano, apesar de debatida, ainda não é planejada, o que inviabiliza, consideravelmente, a nova geração, que lidará com a mesma ignorância econômica que as anteriores. Desse modo, a introdução desse projeto é imprescindível para a formação acadêmica nacional, visto que com uma juventude consciente, a sociedade será beneficiada.
Além disso, na atual conjuntura brasileira, o déficit socioeconômico exige da população habilidades para readaptação. Nesse viés, a teoria Darwinista da Evolução das Espécies, frisa a ideia de que o indivíduo que melhor conseguir explorar o ambiente e adaptar-se a ele, sobreviverá à competição das espécies. Nessa lógica, o processo de evolução, ao relacionar com a viabilidade da educação financeira, corrobora a formação de cidadãos aptos a discernir questões e estabelecer alternativas a possíveis crises nacionais. Assim, é viável investir na capacitação social para guarnecer a sociedade.
Portanto, para mitigar o problema, compete ao Ministério Público promover a introdução da disciplina educativa financeira à rede de ensino fundamental e médio, como ferramenta de fortalecimento cognitivo aos jovens acerca da economia, por meio de palestras semanais com especialistas do ramo, para estabelecer uma modalidade estudantil focada na correta administração de finanças, a fim de formar uma geração apta a gerenciar a renda. Espera-se, com isso, formar profissionais capacitados a resolver problemáticas financeiras, tal qual na década de 1990.