A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 13/10/2019

De acordo com a constituição federal de 1988, a educação é um direito de todos e deve ser promovida pelo o estado. Desse modo, é pertinente que governo ofereça nas escolas uma educação básica de qualidade envolvendo todas as matérias da grade curricular, porém também é necessário que ocorra uma inclusão de atividades que englobem o mundo financeiro na vida do jovem. Entretanto, não é isso que acontece em muitas instituições educacionais, onde tais não se responsabilizam pela aprendizagem financeira do aluno, colaborando assim para uma dificuldade futura na vida financeira do cidadão. Isso ocorre devido a negligência do estado em relação as escolas e a falta de instrução que o indivíduo recebe durante sua formação.

No contexto relativo percebe-se que, o principal fator para persistência desse problema é a falta de incentivo e investimento nas escolas que não acontece por parte do estado. A ausência desses recursos podem prejudicar a vida futura desse cidadão, pois, sem a educação financeira o indivíduo se encontra em uma situação de vulnerabilidade, uma vez que não consegue administrar e nem investir seu dinheiro. Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito, cerca de 62,6 milhões de brasileiros tem alguma conta atrasada e o CPF negativado no final de 2018, essa é uma das consequências da falta de preparo que o indivíduo recebe durante seus anos de estudos, comprometendo assim a sociedade em um todo.

Ademais, é importante ressaltar que a ausência de instrução não prejudica apenas financeiramente só o próprio indivíduo, mas também afeta a economia do país. De acordo com o IBGE, a economia do Brasil contraiu-se em cerca de 3,8% em 2015 e 3,6% em 2016, um dos aspectos que colaborou para isso acontecer foi o acumulo de cidadães como o nome sujo nesse ano no Serviço de Proteção do Crédito, além do aumento da taxa de desemprego. De acordo com os dados do G1, a inadimplência se da por uma faixa etária específica entre 18 e 24 anos, muitas vezes isso acontece pela falta de auxílio e conhecimento financeiro do jovem que acaba se complicando em meio aos seus gastos e contas.

Portanto, é mister que o estado tome providências para amenizar o quadro atual. Por meio de leis e investimentos, com um planejamento adequado o Ministério da Educação deve agir criando políticas públicas que auxiliem os jovens a administrar seu dinheiro de forma correta e investir conscientemente, para que não haja problemas financeiros futuros, é necessário aprender desde cedo a manter o controle sobre seus gastos. Além disso, é de suma importância que as escolas implantem como matéria obrigatória a educação financeira na vida dos alunos. Somente assim, será possível cumprir com a constituição de 1988 e instruir os jovens corretamente no mundo financeiro.