A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 13/10/2019

O filme ‘‘Os delírios de consumo de Beck Bloom’’ mostra os esforços da personagem em lidar com o impulso de comprar e como a falta de planejamento junto com gastos supérfluos levaram a jovem à falência. Não muito diferente da ficção, grande parcela dos brasileiros está endividada ou passando por crises monetárias por não saber lidar com o dinheiro, uma vez que tal situação é um reflexo da cultura consumista e da falta de uma educação financeira na base educacional.

A priori, o capitalismo estimula o consumo ao seduzir o cidadão por meio de propagandas que constroem um cenário utópico no qual somente a aquisição de um novo produto garante a felicidade e satisfação. Por meio disso, o indivíduo desenvolve um desejo de estar constantemente consumindo mais do que o necessário o que compromete o orçamento e aumenta as dívidas. Isso pode ser evidenciado nos dados da pesquisa do Instituto Itaku a qual afirma que 76% dos brasileiros não praticam consumo consciente. Assim, nota-se que tal comportamento precisa ser combatido a fim de o indivíduo possa melhor administrar seu patrimônio.

Outrossim, o psicólogo Lev Vygostky afirma que a escola não deve se distanciar da vida social do aluno, pois é de fundamental importância que aborde certos eixos temáticos para melhor instruir o estudante na estruturação da própria vida. Nesse sentido, o acesso à educação financeira contribui para que jovens e crianças aprendam a ter controle e conhecimento sobre como gastar com responsabilidade ao gerir suas futuras finança. Dessa forma, evita-se que eles cheguem a vida adulta inadimplentes como cerca de 41% da população adulta que terminaram 2018 com o nome sujo segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

Destarte, nota-se a importância de investir na educação financeira como forma de reduzir comportamentos consumistas e o endividamento da população. Para isso, o Ministério da Educação em parceria com as escolas deve buscar formas efetivas de trabalhar o tema por meio de projetos de empreendedorismo,  palestras e aulas lúdicas a fim de que o aprendizado sobre aplicação e o uso correto do dinheiro ocorra desde cedo. Ademais,  a conscientização da população adulta pode ser feito por meio de assistências promovidas pelo Ministério da Economia junto com consultores e profissionais da área para melhor esclarecer sobre como seguir um planejamento financeiro e evitar gastos desnecessários.  Dessa maneira a população brasileira não precisará passar pelo drama de Beck.